quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Bulgária de cada um

O lado humano de Dilma

Cada vez que viaja, Dilma dá uma aula sobre como valorizar a cultura dos outros, a importância de se conhecer museus e a vida cultural do país visitado. Isto é muito bonito. Ao visitar a Bulgária, terra de seu pai, Dilma está fazendo a mesma coisa, além de visitar a cidade do seu pai, onde ele estudou e visitar seus parentes distantes e até então desconhecidos. Dilma é humana e sentimental.

Curioso é que, tanto Dilma como Lula tiveram pais que migraram deixando mulheres com filhos e constituindo novas famílias. Ambos viraram presidentes do Brasil e estão tendo relevante papel na inclusão social de milhões de brasileiros de baixa renda e baixa escolaridade. Embora com formas de vida diferentes, a história familiar não muda tanto. Lula foi criado pela mãe, Dilma pelo pai búlgaro e a mãe brasileira. A relação familiar sempre marca a gente. Ainda mais quando se refere ao pai ou a mãe. Os psicanalista que digam.

Todos nós temos uma história na família sobre migrações, abandono de parentes, separações conjugais, etc. O reconhecimento dos direitos das mulheres, a proteção das crianças e dos adolescentes, tudo isto é muito recente na história da humanidade. As guerras e as migrações sempre sacrificaram muitas mulheres e crianças.

Ao visitar a Bulgária, é como visitar nossas pequenas cidades, sejam no interior de São Paulo, em outros estados do Brasil ou no Exterior. Estamos voltando as nossas origens, mexendo com nosso passado e nossas angústias...

Dilma e o Brasil podem fazer muito pela Bulgária. Um país com pouco mais de sete milhões de habitantes. Bem menor que a população da cidade de São Paulo. Um país marcado pela História da Europa e da Humanidade:

“A Bulgária (em búlgaro България, transl. Bâlgariya) é um país dos Balcãs, limitado a norte pela Roménia, a leste pelo Mar Negro, a sul pela Turquia e pela Grécia e a oeste pela Macedónia e pela Sérvia. Sua capital é Sófia. Faz parte da União Europeia desde 1 de janeiro de 2007.

O crescimento negativo de população ocorreu desde os anos 1990,[7] por causa do colapso econômico e as altas taxas de migração. Em 1989 a população era de 9.009.018 pessoas, em 2001 7.950.000 e em 2008 7.640.000.[8] Atualmente, a Bulgária passa por uma severa crise demográfica.

Durante a Primeira Guerra Mundial e, mais tarde, na Segunda Guerra Mundial, combateu ao lado das nações que vieram a ser derrotadas no conflito. Finalizada a Segunda Guerra Mundial, ficou sob a influência da União Soviética e tornou-se uma república popular em 1946. O governo comunista encerrou-se em 1990, quando o País teve eleições com a participação de diversos partidos.

A Bulgária faz parte da OTAN desde 2004 e aderiu à União Européia em 2007.”

O Brasil com 190 milhões de habitantes pode muito bem fazer uma parceria com a Bulgária, que é parte da União Européia, e assim ter uma porta aberta para exportar o que temos para toda a Europa e o Mundo. Todos ganhariam com isto. E os brasileiros que pensam preferencialmente na Itália, Espanha, Portugal, França e Inglaterra, aos poucos vão aprendendo que o mundo tem várias portas, dependendo da nossa coragem de conhecê-las.

A partir da nossa Bulgária familiar e pessoal, podemos chegar à Bulgária da Europa e do mundo. O Brasil está aprendendo a ser global. Este é o século XXI, o século da nossa maioridade e Dilma tem sido uma boa guia para esta nova etapa.

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