segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Greve dos Bancários

Se ficar o bicho pega

O governo Dilma sofre uma pressão permanente.
Os “analistas editados” cobram baixar os juros, e quando Dilma e o Banco Central baixam os juros, os mesmos “formadores de opinião” consideram a medida uma irresponsabilidade. Os empresários reclamam do câmbio que está levando a “desindustrialização” do Brasil. E quando Dilma taxa produtos importados, principalmente automóveis, aparecem as mesmas “viúvas” a reclamarem que não poderão viajar e comprar mercadorias baratas no exterior.

Por mais que a crise financeira ainda não esteja controlada, os objetivos precisam estar articulados, para ajudar os empresários, os governos e as famílias se planejarem. Saber lidar com expectativas é fundamental para se fazer um bom governo.

Temos também as reivindicações dos trabalhadores.

O mês de Setembro, juntamente com o mês de Maio, são as datas mais importantes de correções salariais. Neste ano, as Montadoras saíram na frente e fizeram bons acordos,SEM GREVE! Estes acordos foram ampliados também para os setores intermediários como auto-peças e eletro-eletrônico. Os metalúrgicos estão de parabéns!

Mas em Setembro também temos a tradicional Campanha Salarial Nacional dos Bancários. Nunca na história deste país os bancos ganharam tanto dinheiro. Um banco como o Itaú Unibanco ter um lucro de 14 bilhões no ano, é algo inimaginável há 15 anos atrás.

Temos hoje no Brasil mais de 120 bancos nacionais e estrangeiros, no entanto, apenas cinco banco controlam mais de 80% de tudo. Sejam em número de funcionários, em depósitos, em lucros, em créditos, etc. Quem são estes cinco bancos? Itau-Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e CEF- Caixa Econômica Federal. Logo, são quatro patrões controlando 80% de tudo. Isto é Oligopólio!

E por que os Banco não podem fazer acordo salarial com os bancários sem greve?
Se os lucros dos bancos são maiores que das montadoras, por que os bancos oferecem menos que as montadoras e as metalúrgicas? Quem protege tanto os banqueiros? O governo? A Justiça do Trabalho? Os governadores com suas Polícias Militares? A OAB com seus Interditos Proibitórios?

Será que os salários dos metalúrgicos são diferentes dos salários dos bancários na hora de se medir inflação? Onde está a responsabilidade do governo e dos banqueiros nisto?

Pelo jeito vamos ter que chamar o Ney Matogrosso para explicar para os banqueiros e para o governo como é que se resolve: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come!”

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