quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Árvores da Vida

Flores, Sabiás e Campanha Salarial

A Praça Antonio Prado fica em frente ao prédio do Banespa e serve como início da Avenida São João. O Prédio Martinelli, onde fica o Sindicato dos Bancários, fica na esquina da Praça Antonio Prado, com a Rua São Bento e o início da Av. São João e mais em baixo, faz esquina com a Rua Líbero Badaró. Este é o coração do Centro Histórico de São Paulo, juntamente com o Pátio do Colégio e o Anhangabaú.

Hoje quando cheguei nesta região, fui surpreendido pela voz de alguém falando no carro de som do sindicato, mas, quando a voz baixava, dava para ouvir o contraponto do cantar de um Sabiá, que cantava de uma grande árvore que sobrevive na Praça Antonio Prado. Os dois sons falavam à minha mente e ao meu coração. Já fui guerreiro de muitas greves, muitos piquetes e carros de som. O som da disputa sindical mexe comigo, mas atualmente o som do cantar do Sabiá tem mexido mais. E por ironia, os dois sons estavam juntos, convidando-me para falar sobre ambos.

Passei no Sindicato, peguei um exemplar da Folha Bancária e o que mais chamou minha atenção foi o fato de o BB ter abusado do recurso jurídico contra a campanha salarial, através do Interdito Proibitório. Cheguei ao meu local de trabalho e fiz um manifesto contra isto. O BB e o governo nos envergonham quando fazem este tipo de coisa.

Mas, ao abrir as mensagens dos e-mails, recebi um afago daqueles que faz você voltar a acreditar nas pessoas e na vida. Vejam a mensagem abaixo e as fotos enviadas por este guerreiro que luta, mas não esquece a beleza das árvores, das flores e dos pássaros.

“Gilmar,
Chegando a Cidade de Deus, em Osasco, quando avistei uma arvore que nasceu no meio do concreto de uma ponte me lembrei de você e por acompanhar seu blog, que retrata o cotidiano com as flores, segue anexas fotos para sua reflexão...
Abraços.
TAFAREL”

O pessoal de manutenção da ponte ficou sensibilizado com o brotar de uma pequena planta que virou uma bela árvore. Agora precisa manter a ponte e a árvore. Virou arte urbana, brilhando sob os raios solares como se fosse "a salsa ardente" de Moisés.


Vejam que nesta segunda foto, o contraste entre a árvore a ponte fica mais evidente.

E enquanto escrevia esta mensagem, do 19º.andar do nosso prédio dava para ouvir alguém cantando no carro de som do sindicato, a música que também marcou a história de São Paulo: Trem das Onze.

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