sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Balé de Leipzig e o Ipê Amarelo

O Balé Cisne Negro e as Flores sobrevivem

Na semana passada fomos assistir ao Balé de Leipzig no Teatro Municipal. Uma pena que eles se apresentaram por poucos dias, mas foi uma das coisas mais bonitas que já vimos e ouvimos nos últimos anos. “A Grande Missa” de Mozart com um balé de primeira qualidade hipnotizou durante duas horas todos que estavam presentes. E o teatro estava lotado! Nestas grandes apresentações, os governos deveriam combinar concertos e danças tanto nos locais fechados, como os teatros e salas de concertos, com apresentações em grandes parques. Tenho certeza que a população adoraria assistir a um balé tão bonito e tão expressivo como este.

Vejam uma pequena parte da Missa em Dó Menor, KV.427 de Mozart


die gorsse messe - mozart leipziger ballet


Os alemães, apesar de já terem feito guerras terríveis, atualmente fazem um dos melhores cinemas do mundo, continuam cantando, compondo, dançando e escrevendo maravilhas. A cultura ocidental e mundial devem muito aos alemães. Que eles brilhem, trazendo com a sua cultura, também a Paz para a Europa e para o Mundo.

Ainda sobre o impacto da apresentação do Balé de Leipzig, lembrei-me que na Rua das Tabocas, além do Ipê Amarelo, tem também a sede do Balé Cisne Negro e que, muitas vezes quando venho do trabalho, vejo muitas crianças saindo das aulas de dança e encontrando-se com suas mães. No Brasil, manter uma escola de dança ou uma escola de música, é coisa de verdadeiros heróis. O pessoal do Balé Cisne Negro também faz parte deste universo de heróis brasileiros.

Há dias que tirei uma foto de um Ipê Amarelo na Rua das Tabocas para divulgar aqui no Blog. A Rua das Tabocas fica perto da Rua Natingui, e começa na Rua Lira.

Este pé de Ipê Amarelo dá continuidade às flores das ruas da Vila Madalena.
Ipê Amarelo da Rua das Tabocas

O curioso é que ao passar novamente na Rua das Tabocas e olhar para o pé de Ipê Amarelo, percebi que ele estava em frente ao Balé Cisne Negro. Do outro lado da rua, o ipê, plantado em um pequeno jardim, também sobrevive e também é um herói na nossa cidade.

STF diz que Maluf meteu a mão em UM BILHÃO!

“Diz-me com quem andas que te direi quem és”

STF – Supremo Tribunal Federa abriu Ação Penal contra Maluf por desvio de quase 1 bilhão de reais. Este valor foi somente no período de 1993 a 1996. Maluf está na vida pública desde 1968. Ano do AI-5, quando a Ditadura Militar acabou com o que restava de liberdade no Brasil. Imaginem se forem apurar desde o início até hoje?

Lembram da Festa de Aniversário dos 80 anos de Maluf, tinha gente de todos os partidos e todo tipo de empresário. Os políticos resolveram “anistiar” Maluf? O partido de Maluf está presente como Base de Apoio de todos os governos, inclusive do Estado de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo, redutos do PSDB. O partido de Maluf também é base importante no Governo Federal. Os tempos mudaram? Ou mudaram os políticos brasileiros?

Lembram de Quércia?
Enquanto ele apoiava Lula, a imprensa dizia que Quércia era corrupto, só foi Quércia passar a apoiar Serra, Alckmin e Kassab, que Serra virou herói dos tucanos e da nossa imprensa. Ganhou páginas de entrevistas e nome de ponte muito importante em nossa cidade.Para que estão servindo os governos?

Precisamos de uma Nova Constituinte, que inclua a reforma do Judiciário, do Legislativo e do Executivo. Essa sensação de impunidade é o pior mal que nossa sociedade pode viver. Não é a toa que os bandidos estão assaltando a mão armada em qualquer lugar e a qualquer hora. Como dizia Chico Buarque: Chame o ladrão!

Enfim, para não dizerem que estou radicalizando, leiam a matéria da Folha de São Paulo de hoje:

STF abre ação penal contra Maluf por lavagem de dinheiro
FELIPE SELIGMAN - DE BRASÍLIA – Folha SP – 30set2011.

Por 7 votos a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu ontem mais uma ação penal contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). Os ministros entenderam que há indícios de lavagem de quase US$ 1 bilhão. O dinheiro teria sido desviado de obras públicas no período em que ele foi prefeito da cidade de São Paulo, de 1993 a 1996.

Além de Maluf, outras dez pessoas, entre as quais sua mulher, Sylvia, e filhos, foram transformados em réu. Os ministros entenderam que todos, menos Maluf e sua mulher, também responderão por formação de quadrilha.O casal ficou de fora porque o crime de formação de quadrilha prescreveu para os dois: ambos têm mais de 70 anos e, após essa idade, o tempo de prescrição é reduzido pela metade.
Eles serão investigados pela suspeita de desvio de verbas públicas em obras, entre elas a então av. Água Espraiada (hoje Jornalista Roberto Marinho), que custou mais de R$ 700 milhões, "valor absurdo", segundo o relator, ministro Ricardo Lewandowski.
Maluf já responde a outras duas ações penais no STF, uma delas exatamente por conta do esquema novamente analisado ontem, na qual ele responde pelo crime de corrupção passiva.
Lewandowski argumentou que o esquema enviou ao exterior uma quantia superior a US$ 900 milhões.

"Nessa ação, o prejuízo ao erário chega a quase US$ 1 bilhão', disse Lewandowski. "A família Maluf movimentou no exterior quantia superior a US$ 900 milhões. Esse valor é superior ao PIB de alguns países, como Guiné-Bissau, Granada, Comores, Dominica e São Tomé e Príncipe".

Segundo o procurador-geral da República, o esquema funcionava da seguinte maneira: o dinheiro era enviado para contas off-shore no exterior e voltava ao Brasil, investidos na empresa Eucatex, da família de Maluf. O deputado do PP sempre negou que tenha contas no exterior.
A defesa do deputado argumentou também que ele não poderia ser acusado por lavagem de dinheiro, pois no período em que os supostos desvios ocorreram (de 1993 e 1996) ainda não existia a legislação que definiu essa prática como crime, pois ela foi editada somente em 1998.
Os ministros não aceitaram a argumentação e afirmaram que o crime de lavagem de dinheiro só se encerra quando a prática ilícita é reconhecida, e o dinheiro, ou parte dele, é devolvido. Segundo o ministro Lewandowski, isso só aconteceu em 2006.
O relator foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Cezar Peluso. Três deles, porém (Toffoli, Mendes e Peluso), fizeram uma ressalva de que, durante as investigações, iriam estudar melhor a questão sobre a prescrição. Só Marco Aurélio Mello votou contra a ação penal.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Enquanto os homens se calam

As mulheres clamam por Justiça

'Não tenho que me desculpar', diz Eliana Calmon

MÔNICA BERGAMO - COLUNISTA DA FOLHA – Folha SP – 29set11

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon
, afirmou ontem à Folha que não recuará das declarações que fez sobre a magistratura brasileira.

"Eu não tenho que me desculpar. Estão dizendo que ofendi a magistratura, que ofendi todos os juízes do país. Eu não fiz isso de maneira nenhuma. Eu quero é proteger a magistratura dos bandidos infiltrados", disse.

"A quase totalidade dos 16 mil juízes do país é honesta, os bandidos são minoria. Uma coisa mínima, de 1%, mas que fazem um estrago absurdo no Judiciário", reiterou a corregedora.

Segundo a ministra, todos precisam perceber que "a imagem do Judiciário é a pior possível, junto ao jurisdicionado [público que recorre aos tribunais]".

"Eu quero justamente mostrar que o próprio Judiciário entende e tenta corrigir seus problemas." Sobre o julgamento de ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que poderá limitar os poderes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ela disse que está muito triste.

"As portas estão se fechando. Parece haver um complô para que não se puna ninguém no Brasil." A expectativa era de que a ação, proposta pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), fosse discutida na sessão plenária do STF de ontem, mas não entrou na pauta de julgamentos.

Em recente entrevista, Calmon fez ataques a seus pares ao criticar a iniciativa de juízes de tentar reduzir o poder de investigação do CNJ.

Jardins com Frutos e Sabiás

Os jardins da Vila Madalena

Uma casa com jardim e quintal faz muita diferença. Se no jardim ou no quintal, além de espaço para guardar carro, houver espaço para as flores e as árvores será melhor ainda. Assim é a Vila Madalena. Você ainda encontra muitas casas com árvores e flores, tanto na frente como no fundo da casa. E, mais do que a gente, quem mais gosta são os pássaros, principalmente os Sabiás e Periquitos.

Veja esta frente de casa na Vila Madalena.


São várias árvores. Tem um pé de Pitanga, um outro, que eu acho que são “amoras italianas” ou “ameixas italianas”, e ainda tem mais esta árvore do foto acima, que dá uma fruta amarela, em grande quantidade, esta eu não consigo saber o nome. Na casa,além das árvores, têm muitas flores na frente, na lateral e no fundo da casa. É uma geração que sempre valorizou o verde e a qualidade de vida, mesmo tendo uma garagem grande para vários carros.

Eu gosto de chamar estas árvores de “comida” dos Sabiás, Periquitos, Sanhaços, entre outros tipos de pássaros. Se só tivesse flores, os pássaros não teriam comida.Estas árvores dão muitas flores e depois muitos frutos, além da sombra e dos galhos para os ninhos e os filhotes.

Na medida que os filhos crescem e vão morar em outros bairros, estas casas são vendidas e, nem sempre, os novos moradores gostam de plantas com a mesma intensidade que os anteriores. E a quantidade de árvores e de flores no bairro vai diminuindo. Nossa cidade vai ficando mais árida e menos acolhedora. E vão diminuindo também os pássaros, como os Sabiás e os Periquitos.

Se foi possível despoluir o Tâmisa, pode ser possível preservar os jardins da nossa Vila, mesmo que comece pela Vila Madalena. Desejar é o primeiro passo para uma grande transformação.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Árvores da Vida

Flores, Sabiás e Campanha Salarial

A Praça Antonio Prado fica em frente ao prédio do Banespa e serve como início da Avenida São João. O Prédio Martinelli, onde fica o Sindicato dos Bancários, fica na esquina da Praça Antonio Prado, com a Rua São Bento e o início da Av. São João e mais em baixo, faz esquina com a Rua Líbero Badaró. Este é o coração do Centro Histórico de São Paulo, juntamente com o Pátio do Colégio e o Anhangabaú.

Hoje quando cheguei nesta região, fui surpreendido pela voz de alguém falando no carro de som do sindicato, mas, quando a voz baixava, dava para ouvir o contraponto do cantar de um Sabiá, que cantava de uma grande árvore que sobrevive na Praça Antonio Prado. Os dois sons falavam à minha mente e ao meu coração. Já fui guerreiro de muitas greves, muitos piquetes e carros de som. O som da disputa sindical mexe comigo, mas atualmente o som do cantar do Sabiá tem mexido mais. E por ironia, os dois sons estavam juntos, convidando-me para falar sobre ambos.

Passei no Sindicato, peguei um exemplar da Folha Bancária e o que mais chamou minha atenção foi o fato de o BB ter abusado do recurso jurídico contra a campanha salarial, através do Interdito Proibitório. Cheguei ao meu local de trabalho e fiz um manifesto contra isto. O BB e o governo nos envergonham quando fazem este tipo de coisa.

Mas, ao abrir as mensagens dos e-mails, recebi um afago daqueles que faz você voltar a acreditar nas pessoas e na vida. Vejam a mensagem abaixo e as fotos enviadas por este guerreiro que luta, mas não esquece a beleza das árvores, das flores e dos pássaros.

“Gilmar,
Chegando a Cidade de Deus, em Osasco, quando avistei uma arvore que nasceu no meio do concreto de uma ponte me lembrei de você e por acompanhar seu blog, que retrata o cotidiano com as flores, segue anexas fotos para sua reflexão...
Abraços.
TAFAREL”

O pessoal de manutenção da ponte ficou sensibilizado com o brotar de uma pequena planta que virou uma bela árvore. Agora precisa manter a ponte e a árvore. Virou arte urbana, brilhando sob os raios solares como se fosse "a salsa ardente" de Moisés.


Vejam que nesta segunda foto, o contraste entre a árvore a ponte fica mais evidente.

E enquanto escrevia esta mensagem, do 19º.andar do nosso prédio dava para ouvir alguém cantando no carro de som do sindicato, a música que também marcou a história de São Paulo: Trem das Onze.

Governo e BB contra os Trabalhadores

Uma verdadeira palhaçada

Na hora que precisam ser eleitos
, tanto o pessoal da esquerda como o pessoal da direita, gostam de visitar Sindicatos e Igrejas pedindo apoio político, financeiro e material. Depois de eleitos ou nomeados, quando chega a Campanha Salarial, a maioria dos governantes se volta contra os trabalhadores , sindicalistas e religiosos que os ajudaram a ser eleitos ou nomeados. Esta cultura oportunista e desrespeitosa precisa acabar.

No Brasil, depois que acabou a Ditadura Militar, os banqueiros inventaram um recurso jurídico chamado Interdito Proibitório, que nem a ditadura usou, para dificultar e impedir as greves durante as Campanhas Salariais. O pior é que existem juízes que topam fazer o "serviço sujo". E governadores que mandam as polícias para porta dos bancos. Vamos chamar Cazuza! Que país é este?

Neste ano, as montadoras fizeram acordos salariais com mais de 10% de reajustes SEM GREVE! Os banqueiros, incluindo os bancos federais, apresentaram a proposta de somente 8% de reajuste e ainda são liderados pelo Banco do Brasil para impetrarem Interditos Proibitórios. É uma verdadeira palhaçada! É uma vergonha!

Vejam abaixo a matéria da Folha Bancária de hoje:

Sindicato contra interdito proibitório preventivo do BB

Antes da greve direção da empresa já tinha acionado Justiça
para impedir direito da categoria

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São Paulo - O Sindicato está tomando uma série de medidas contra o interdito proibitório preventivo utilizado pelo Banco do Brasil. De forma inédita, antes mesmo do início da greve dos bancários, a direção da instituição federal acionou o instrumento jurídico por meio do qual tenta forçar os bancários a voltar ao trabalho, desrespeitando o legítimo direito de manifestação dos trabalhadores.

“Estamos enviando uma petição, com foco no BB, à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – onde o Sindicato mantém denúncias contra os interditos”, relata a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. Também foram apresentados, na Justiça do Trabalho, um pedido de reconsideração desse interdito e um mandado de segurança com o objetivo de anular os efeitos da liminar.

Práticas antissindicais – O Sindicato vai solicitar ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a fiscalização de práticas irregulares cometidas pelo BB, como os contingenciamentos e a utilização da intranet da empresa para pressionar os bancários a não aderir ao movimento grevista. Uma ação civil pública contra essas práticas também está sendo ingressada na Justiça do Trabalho.

“A direção do BB não respeitou a mesa de negociação, não apresentou propostas específicas, ameaçou com retirada de direitos e agora quer impedir seus funcionários de fazer greve. Não vamos permitir”, completa a presidenta do Sindicato.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os Jovens e os Aposentados

Parece “diálogo espiritual”, mas é real

Vejam que diálogo interessante entre “um bancário militante” e “uma bancária preocupada com seu futuro” e o seu plano de aposentadoria complementar. Não deixei os nomes dos envolvidos por segurança, mas os fatos são verídicos, como diz o título.

Eu vou contar uma história verídica

Meu pai é aposentado de um banco privado. Tem um plano de aposentadoria complementar - PAC. Pois bem, nos anos Fernando Henrique, não sei se vc se lembra, nós não tínhamos reajuste salarial, muito menos aumento. Os da ativa viviam de abono e os aposentados não recebiam nada. Aposentado que passava fome, literalmente. Meu pai estufava o peito e dizia: "se não fosse o banco pagar a diferença da inflação no meu complemento, eu não conseguiria sobreviver!"

Quando vieram os anos Lula, os trabalhadores em geral começaram a ter reajustes acima da inflação (Td ano nós brigamos pelo "aumento real") e os aposentados tb começaram a ter reajustes acima da inflação. Aumentos reais, pequenos que não repunham as perdas obtidas nos tempos passados, mas que de qq forma estavam acima da inflação "daquele ano" em que se aplicava o reajuste. Isso levou, a uma recuperação de parte do poder de compra (veja bem, apenas "parte") dos trabalhadores da ativa e aposentados.

Bom, aí meu pai começou a perceber que os reajustes do PAC estavam ficando menores. Ficou furioso: "agora que o Lula tá melhorando o INSS, vem o banco e diminui o PAC! É um absurdo! Desse jeito não saio do lugar!" Aí eu tive q explicar para ele algo que é muito parecido a uma resposta que daria p vc tb. Se vc olhar a fórmula do PAC, ela considera, entre outras coisas, seu salário de INSS e, se esse cresce acima da inflação, o tamanho do seu complemento será a diferença do INSS para o que seria seu salário da ativa atualizado.

Por que? Pq um plano de Benefício Definido tem a função de manter seus ganhos na aposentadoria como se vc na ativa estivesse. Vc vai dizer: a soma do que ganho hj não é igual ao que eu ganhava! Verdade. A fórmula do PAC também considera o salário médio do banco. Sei que essa explicação parece conversa de louco, mas a verdade é uma só: num plano como o PAC que vc tem, quanto maior for seu valor de INSS, menor será seu complemento. É assim que funciona esse modelo. Aqui ou na Suécia, ele tem essa estrutura.

Vc perguntou se vc pode vir a ficar sem PAC por causa dos aumentos do governo.
Em "tese", pode. Mas te afirmo: é impossível isso acontecer na prática. Pq? Porque significa uma explosão de gastos do governo com aposentadorias. E isso, nem um governo revolucionário vai fazer. Um governo pode ser um pouco mais bonzinho que o outro, mas nenhum rasga dinheiro. O dinheiro que as pessoas recebiam antes de 2002 era uma forma jurídicamente segura para o banco de "indenizar" aqueles que não continuavam autopatrocinados e/ou aqueles que ficavam no PAC, mas sacavam uma parte do PAC e o banco mudava as pessoas de um pac para outro.

Pq o banco fazia isso?
Até 2001, não havia uma legislação clara que nos protegesse. Agora há uma lei 109/01 que foi construída pelo Luiz Gushiken junto com o FHC e aprovada no congresso com a atuação do Ricardo Berzoini e do ex-governador do ES, Paulo Hartung. Hj a lei está regulamentada e as empresas patrocinadoras de fundo não podem mais fazer o que bem entendem. A lei que existe hj é boa para participantes pq lhes garantem seus direitos. Te digo isso tudo sem falsa modéstia. Os bancários de São Paulo foram os responsáveis pela formulação dessa lei (e muitos de nós no sindicato, inclusive eu, ajudamos a escrevê-la).

Foi bom que vc tenha nos procurado.
Pq nesses momentos cada um fala uma coisa e dp ninguém mais sabe o que é correto ou não. É uma matéria complicada, mas o sindicato está sempre vigilante nessas questões de fundos de pensão. Afinal, brigamos muito para arrumar a casa. Não seria agora que deixaríamos tudo o que fizemos de lado e não fiscalizássemos.

Espero ter conseguido te esclarecer. Não é muito fácil. Mas a vida tb não é fácil.Sempre que quiser entre em contato. Terei prazer em responder.

Um abraço

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Democracia na Russia

O retorno de quem nunca saiu

Os ingleses também têm humor! Gostei tanto desta chamada da Revista The Economist sobre a candidatura de Putin à presidência da Rússia nas próximas eleições, que resolvi colocar o texto em inglês, por não ter tempo de traduzir. Mas os que não conseguirem ler em inglês, podem usar o "Tradutor" do lado direito do Blog. Funciona e fica compreensível em qualquer língua. O Google é eficiente e isto representa "uma janela para os povos do mundo". É mais prático do que aprender Esperanto ou Inglês como língua universal. Divirtam-se com o humor britânico.

Russia's presidency


The return of the man who never left

Sep 24th 2011, 12:20 by E.L. – The Economist

SOME would have you believe it was the biggest question in Russian politics. Would Vladimir Putin, prime minister in 1999-2000, president to 2008 and since then prime minister, come back next year as Russia's president? If so, the constitution (changed while he was away from the Kremlin) would allow him two consecutive six-year terms, keeping him in power until 2024, by when he will be 71.

The news from today's congress of the United Russia party answers that question. Dmitry Medvedev, the current occupant of the Kremlin, said he wanted Mr Putin to run for president next year. Mr Putin thanked him and said it would be a "great honour". His return to the Kremlin will be formalised at a presidential election in March. Mr Medvedev will head United Russia's party's list at elections to the Duma, the lower house of parliament, in December, and will take over from Mr Putin as prime minister.

That neat job swap could be portrayed as a triumph for Russian democracy. The letter of the constitution is being obeyed. Mr Medvedev can continue his modernising crusade to liberate Russia from bureaucracy and corruption, promoting a high-tech answer to Silicon Valley, to be built at Skolkovo outside Moscow. Mr Putin, still the country's most popular politician, remains as a guarantee of stability—a kind of Russian version of Singapore's Lee Kuan Yew.

Seen another way, the whole thing is a farce. Despite being nominally in the junior job of prime minister, Mr Putin has remained the most powerful figure in Russian politics. The question, as The Economist has regularly written, was not whether he would stay in power, but how he would do it.

Mr Medvedev has consistently disappointed those who had hoped he would be the standard-bearer of an independent, reformist tendency in Russia. He has somewhat widened the bounds of permitted discussion (not least on the Stalinist past) but looking back on the past three years, it is hard to see any substantial change that bears his fingerprints.

By contrast Mr Putin, a former KGB officer, remade Russian politics in his own image after coming to power. He harassed and jailed opponents and confiscated their energy and media assets; he created a political system in which important elections always go the authorities' way. The upcoming ones will be no exception.

The question for Russia under Mr Putin has never been about elections or the occupancy of the Kremlin. It is about a stagnant economy, rampant corruption, growing frustration among the middle classes and a war in the north Caucasus.

Once he returns to the presidency Mr Putin, a man with no apparent ideological convictions, may decide that the only way to ensure his continuity in power is to move the economy away from its dependence on resource extraction, to clamp down on graft and adopt a new policy towards Russia's restive regions. Unlike today's announcement, that would be genuine news.

Or he may opt to leave everything as it is. In which case Russia may begin a new, more dangerous chapter in its history.

Greve dos Bancários

Se ficar o bicho pega

O governo Dilma sofre uma pressão permanente.
Os “analistas editados” cobram baixar os juros, e quando Dilma e o Banco Central baixam os juros, os mesmos “formadores de opinião” consideram a medida uma irresponsabilidade. Os empresários reclamam do câmbio que está levando a “desindustrialização” do Brasil. E quando Dilma taxa produtos importados, principalmente automóveis, aparecem as mesmas “viúvas” a reclamarem que não poderão viajar e comprar mercadorias baratas no exterior.

Por mais que a crise financeira ainda não esteja controlada, os objetivos precisam estar articulados, para ajudar os empresários, os governos e as famílias se planejarem. Saber lidar com expectativas é fundamental para se fazer um bom governo.

Temos também as reivindicações dos trabalhadores.

O mês de Setembro, juntamente com o mês de Maio, são as datas mais importantes de correções salariais. Neste ano, as Montadoras saíram na frente e fizeram bons acordos,SEM GREVE! Estes acordos foram ampliados também para os setores intermediários como auto-peças e eletro-eletrônico. Os metalúrgicos estão de parabéns!

Mas em Setembro também temos a tradicional Campanha Salarial Nacional dos Bancários. Nunca na história deste país os bancos ganharam tanto dinheiro. Um banco como o Itaú Unibanco ter um lucro de 14 bilhões no ano, é algo inimaginável há 15 anos atrás.

Temos hoje no Brasil mais de 120 bancos nacionais e estrangeiros, no entanto, apenas cinco banco controlam mais de 80% de tudo. Sejam em número de funcionários, em depósitos, em lucros, em créditos, etc. Quem são estes cinco bancos? Itau-Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e CEF- Caixa Econômica Federal. Logo, são quatro patrões controlando 80% de tudo. Isto é Oligopólio!

E por que os Banco não podem fazer acordo salarial com os bancários sem greve?
Se os lucros dos bancos são maiores que das montadoras, por que os bancos oferecem menos que as montadoras e as metalúrgicas? Quem protege tanto os banqueiros? O governo? A Justiça do Trabalho? Os governadores com suas Polícias Militares? A OAB com seus Interditos Proibitórios?

Será que os salários dos metalúrgicos são diferentes dos salários dos bancários na hora de se medir inflação? Onde está a responsabilidade do governo e dos banqueiros nisto?

Pelo jeito vamos ter que chamar o Ney Matogrosso para explicar para os banqueiros e para o governo como é que se resolve: “se ficar o bicho pega, se correr o bicho come!”

Obama e a crise econômica

Nassif, a economia e a política

Descompassos entre política e economia

Luis Nassif - Coluna Econômica - 26/09/2011

No final da semana passada, republicanos iniciaram sua ofensiva contra o presidente Barack Obama. Mote principal: ele teria destruído a economia norte-americana.

Obama, de fato, errou no enfrentamento da crise.
Só que a crise foi moldada nos governos Clinton e, principalmente, Bush Jr. e seu mal maior foi não ter enfrentado a hegemonia financeira que comandou ambos os governos.

Esse o problema maior da sincronização entre política e economia. Na economia, os efeitos de maus (e bons) passos não ocorrem imediatamente. O caso norte-americano é exemplar.Durante anos e anos, governantes surfaram nas ondas de um cenário econômico favorável, sem grandeza para enfrentar os problemas que surgiam na economia.Saem populares e a bomba sempre acaba explodindo em governos seguintes - que pagam o preço de medidas impopulares e de um cenário econômico desfavorável. Mesmo que tomem medidas eficientes para conter a crise, os resultados só aparecerão anos depois, com os frutos provavelmente sendo colhidos por seu sucessor.

É esta lógica implacável que está por trás dos impasses para enfrentar a crise atual.Durante décadas, EUA e países europeus implantaram políticas públicas visando a redução do estado de bem estar social. Atingiram a Previdência, sistemas de educação e saúde e permitiram a especulação mais desbragada do sistema financeiro.

Quando a crise explodiu, o receio de uma crise financeira sistêmica levou-os a exaurirem os recursos fiscais para impedir a implosão do sistema financeiro internacional. Reagiram à ameaça imediata e deixaram de lado a raiz da crise: o endividamento de famílias encolhendo substancialmente o potencial de crescimento das economias nacionais.

Um dos principais atos de Franklin Delano Roosevelt para combater a crise de 1929 foi renegociar os contratos hipotecários de todos os inadimplentes. Com isso, devolveu-lhes o poder de consumo. Obama limitou-se a injetar recursos em bancos quebrados. Sem mercado não houve demanda por financiamentos. A dinheirama acabou se espalhando por mercados especulativos.

Agora, chega-se ao impasse.
A crise gera intolerância interna, fruto do desemprego, da falta de expectativas, da sensação do eleitor de ter sido enganado pelas falsas promessas de abundância.Cria-se a guerra política interna, com a oposição exacerbando o clima de intolerância e imputando ao governo muitos erros herdados justamente pela dificuldade em definir claramente relações de causa e efeito.

Quando a presidente Dilma Rousseff, na ONU, declarou que a crise era muito mais por falta de recursos políticos, referia-se a esses impasses políticos prorrogados pela falta de estadistas.Não bastassem as restrições internas de cada país, no plano internacional, tanto o Banco Central Europeu, através do seu presidente Jean-Claude Trichet, quanto o Banco Mundial, através de Robert Zoellick, têm praticado um lobby escandaloso em favor das instituições financeiras.

Sua finalidade é espalhar o terrorismo para criar um sentido de urgência que impeça os governos da Alemanha e da França exigirem a contrapartida das instituições no salvamento dos países endividados – na forma de descontos nas dívidas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Amores de Amoras

Os Sabiá agradecem

Para que existam os pássaros, é preciso que haja comida, lugar para fazer ninhos e proteção contra os predadores. Os humanos, quando querem, conseguem ser predadores em todos os sentidos. Ao derrubarem as árvores de Amoras, acabam com a comida e com os locais para se fazer ninhos. Os humanos também gostam de matar por prazer ou de aprisionar os pássaros para vê-los cantar em gaiolas. São heranças da barbárie.

Também quando queremos, podemos contribuir para ter uma Vila, um bairro e uma cidade bastante acolhedores. Nesta época do ano, andando pelas ruas da Vila Madalena e em outros bairros de São Paulo, encontramos muitos pés de Amoras. Cheios de frutas, verdes e vermelhos escuros, cor-de-vinho. Os pássaros adoram comer as amoras. Principalmente os sabiás. Este é um dos motivos por que São Paulo tem muitos Sabiás. Por que na nossa cidade tem pés de amoras, pitangas, jabuticabas, ameixas, enfim, uma infinidade de pés de frutas nas ruas e jardins dos bairros e das vilas.

Vejam as estas fotos da Vila Madalena com suas Amoras. Além dos pássaros gostarem das amoras, as crianças adoram ficar nas pontas dos pés para pegar suas amoras; os guardas das ruas também pegam amoras e as faxineiras e empregadas domésticas, quando estão vindo para o trabalho, também param para pegar amoras, enchendo nossa vila de amores.

Este é um dos pés de Amoras carregado de frutas:















Agora vejam as frutas mais de perto:


E quem não conhece um pé de amoras e estaciona o carro em baixo, pode ficar assim:

Por isto, para que possamos curtir os sabiás, os periquitos, os frutos e as flores da nossa Vila e da nossa cidade, as pessoas também precisam conhecer as leis de trânsito e os tipos de árvores e flores. Senão, vão ter que entrar nos carros sem ter onde colocar a mão ou como abrir a porta.

Temos muito que aprender com os Sabiás e as Amoras.

sábado, 24 de setembro de 2011

Estadão faz História

Um Editorial Impecável

Parabéns aos editorialistas do jornal O Estado de São Paulo, fizeram um Editorial que eu não acrescentaria nada, nem cortaria nada. É claro que se fosse um pouco menor, ficaria melhor para reproduzir no Blog. Mas mesmo assim faço questão de publicar na íntegra para que todos que lêem meu blog possam ver que, quando querem, nossa imprensa faz coisas impecáveis. Sem precisar deixar de ser de direita ou de esquerda, ou neoliberal. Isto é jornalismo de qualidade!

Uma causa na mira do mundo

24 de setembro de 2011 | 3h 08 - O Estado de S.Paulo - Editorial

Aos 76 anos, o líder palestino Mahmoud Zeidan Abbas fez história ontem. E não só por ter cumprido a promessa de entregar ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o pedido de reconhecimento da Palestina como Estado e membro de pleno direito do organismo - depois de enfrentar pressões ocidentais, ameaças israelenses e a reprovação dos extremistas do Hamas, que controlam a Faixa de Gaza e se opõem à solução dos dois Estados para o conflito entre árabes e judeus. Abbas fez história também porque, dê no que der, a sua iniciativa colocou a causa palestina, pela primeira vez em décadas, no centro das atenções da instituição que, mal ou bem, representa o mundo. Além disso, criou as condições para ressuscitar, quem sabe com novo script e novos atores, o processo de paz que o governo direitista do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu deixou morrer de inanição.

Os homens não fazem a história como querem, mas como podem. Abbas soube distinguir uma coisa da outra ao aceitar que o Conselho de Segurança (CS), o foro por excelência para temas dessa natureza, não decida no calor da hora, mas espere a demanda palestina começar a produzir efeitos que se estendam ao calcinado terreno das negociações. Se o plano de Abbas fosse tudo ou nada, ele insistiria no exame imediato da reivindicação, que os Estados Unidos já anunciaram que vetarão no colegiado -, e deixaria a Cisjordânia ocupada por Israel pegar fogo, com a irrupção de novos protestos turbinados pelo exemplo da primavera árabe. Abbas sabe que os americanos estão jogando pesado nos bastidores para transformar presumíveis votos pró-Palestina em abstenções, a fim de não arcar solitariamente com a responsabilidade de provocar, mais uma vez, a ira muçulmana.

Para passar, a iniciativa depende da adesão de 9 dos 15 países com assento no CS, entre membros permanentes com poder de veto (5) e rotativos. No primeiro grupo, Rússia e China apoiam o pleito palestino, França e Grã-Bretanha tendem a lavar as mãos, EUA e Alemanha se opõem. Na outra bancada, Abbas tem garantidos apenas os votos do Brasil, África do Sul, Índia e Líbano. Para que não consiga os três demais sufrágios que lhe dariam a vitória moral, Washington pressiona duramente Portugal, Nigéria, Bósnia e Gabão a ficar em cima do muro. Dar tempo ao tempo, portanto, interessa ao palestino. O que ele podia querer de imediato já obteve - com a paradoxal ajuda de um presidente Barack Obama ansioso por conservar nas eleições do ano que vem o maciço voto judaico que obteve em 2008.

Ao pronunciar na ONU, anteontem, um discurso cujo facciosismo animou o ultrarradical chanceler israelense Avigdor Lieberman a dizer que o assinaria "com as duas mãos", Obama vaporizou o que restava da alegação dos EUA de ser um intermediário honesto entre judeus e árabes, e pavimentou o caminho para a remodelagem das negociações de paz. Na sua vez de falar, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, debitou aos EUA os "60 anos de fracasso" das tentativas de resolver o impasse no Oriente Médio e desafiou: "Vamos parar de acreditar que um só país ou pequeno grupo de países pode resolver um problema de tamanha complexidade". Para resolvê-lo, não se pode prescindir da Europa nem "do envolvimento dos Estados árabes que já escolheram a paz" - numa alusão ao plano de 2002 da Arábia Saudita, que Israel ignorou.

Sarkozy propôs um cronograma rígido para um acordo que acabaria com a ocupação da Cisjordânia e daria à luz o Estado palestino em um ano. Falta combinar com os russos - no caso, os judeus que migraram em massa da ex-União Soviética e empurraram para a extrema direita o pêndulo da política israelense. Avigdor Lieberman, por exemplo, é um deles. Defendem ardorosamente a colonização da "Judeia e Samaria", abominam a ideia de devolver Jerusalém Oriental aos palestinos, para ser a sua capital, e dizem que a Palestina deve ficar na Jordânia. Não há diferença essencial entre eles e Netanyahu. Este age como se Abbas pudesse continuar negociando enquanto se expande a ocupação judaica dos territórios. Para os palestinos, equivaleria a discutir como dividir uma pizza com alguém que já começou a comê-la - e não dá sinal de parar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cheek to Cheek na ONU

Dilma escolhe seu par

O pessoal ficou curioso com meu comentário sobre o sucesso de Dilma na ONU, e que a música que bem simbolizaria isto era a “Cheek to Cheek” dos velhos tempos. Escreveram-me pedindo para mostrar a música. Além de Dilma, quem mais apareceu foi o representante dos Palestinos, Abbas, e evidentemente o anfitrião, Obama. Como não sei desenhar, mostro três versões da música que tem tudo a ver com a História Americana e do Mundo no pós-guerra. Era o Babyboom nas famílias e o boom do cinema americano. Muitos dançaram esta música em bailes de debutantes, de formaturas ou nos fins de semanas.

São boas lembranças.

1 - O original: Fred Astaire e Ginger Rogers




2 – A Voz da América: Frank Sinatra



3 – Os Deuses Afro-Americanos: Louis Armstrong & Ella Fitzgerald

Dilma e o Estadão impressionaram

Estadão elogia Dilma

Vinha pensando em escrever um texto leve sobre a atuação de Dilma na Conferência da ONU. Pensei uma botar uma música que simbolizasse o desempenho de Dilma e os impactos de seu pronunciamento. Pensei até de dividir o seu sucesso com Abbas, da Palestina, ou com Obama, um dos dois dançando “Cheek to cheek” com Dilma.

Ao ver o Editorial do Estadão de hoje, com seu título impactante, pensei que tinha que incluir o Estadão também na história. Afinal, no Dia da Pátria Brasileira, o jornal Estadão “censurou” a foto de Dilma na capa do Jornal. Coisa que nem a Folha fez. Graças a Deus, agora parece que o pessoal de política do Estadão resolveu se refazer e, além de boas fotos e textos, fez até um Editorial elogiando Dilma. Mas o pessoal de política do Estadão ainda não está curado, o ranço político ainda os obriga a querer “usar Dilma para criticar Lula”. Acredito que o jornal está melhorando. Sou assinante do Estadão e quero ler um bom jornal.

Vou reproduzir abaixo grande parte do Editorial do Estadão de hoje, deixando só as coisas boas. Quem quiser ler as críticas a Lula, que leia no jornal ou na internet.Vejam abaixo:

A presidente impressionou


23 de setembro de 2011 | 3h 07 - O Estado de S.Paulo – Editorial
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-presidente-impressionou-,776372,0.htm

De volta ao hotel onde estava hospedada em Nova York, depois de pronunciar, como compete ao Brasil, o discurso de abertura de nova sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff fez uma breve pausa antes de se preparar para a etapa seguinte de sua agenda - encontros bilaterais com os chefes de governo do Chile, Colômbia, França e Grã-Bretanha - e compartilhou uma Veuve Clicquot com membros de sua comitiva.

Havia, de fato, o que comemorar
. Durante 25 minutos, diante de líderes e representantes diplomáticos de 194 países, ela fizera um pronunciamento que impressionou pela limpidez, correção e maturidade, para expor a posição do País em relação às questões centrais da atualidade mundial.

Poderia se ressaltar ainda o vigor de sua fala, mas esse atributo, por si só, não torna mais respeitáveis os argumentos desfiados. Foi um alívio não ouvir de Dilma, por exemplo, a descrição maniqueísta do mundo dividido entre a cupidez do Norte e os padecimentos do Sul. Para Dilma, mais importante do que execrar os culpados pela presente crise econômica é promover "um novo tipo de cooperação" entre países emergentes e desenvolvidos. Porque a crise, indicou, é também de "governança e coordenação política".

Trata-se de "substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo". De mais a mais, se os Estados Unidos são em boa parte responsáveis pela situação, "que pode se transformar em uma grave ruptura política e social", entre outras coisas porque permitem que conflitos partidários sustem a aprovação de projetos para revitalizar a economia, a China adota uma política cambial (mantendo o yuan artificialmente baixo) que desequilibra as relações de troca entre os países e, por extensão, retarda a recuperação econômica global.

Dilma não fez o Brasil de vítima da recessão que avança no exterior. Mas observou que, embora o País ainda tenha sido pouco afetado, "nossa capacidade de resistência não é ilimitada", o que reforça o sentido de urgência de seu apelo para a redefinição dos compromissos que regem as relações internacionais. Não foi apenas ao discorrer sobre a economia que ela - a primeira mulher a abrir uma temporada de debates no plenário da ONU - se guardou de separar os países entre "bons" e "maus". Respeitando os fatos, apontou que violações de direitos humanos existem em toda parte, sem exceção. "Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas", exortou.

Como era de prever
, reiterou a posição brasileira pela reforma do Conselho de Segurança, com a inclusão de representantes dos países em desenvolvimento entre os seus membros permanentes, defendendo explicitamente a aspiração do País a um lugar no colegiado. Também como se esperava, apoiou a reivindicação palestina ao reconhecimento do seu Estado e ao seu ingresso na ONU como membro de pleno direito - o tema principal desta 66.ª sessão do organismo. "Apenas uma Palestina livre e soberana", raciocinou, "poderá atender os legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno." Foi uma paráfrase da clássica tese de que Israel não terá para si o que insiste em negar à Palestina. Dilma se absteve de entrar nos meandros de sua eventual solução, salvo para consignar que o Brasil já reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967.

Com o pouco que disse, foi mais coerente do que o americano Barack Obama. Ele nem sequer aludiu a esse ponto, como se já não o tivesse endossado, ao condenar a iniciativa palestina no seu discurso mais pró-Israel desde que chegou à Casa Branca - onde espera continuar depois de 2012.

“Economist” apoia Estado Palestino

Sim a criação do Estado Palestino

Em artigo para edição desta semana, a revista The Economist apóia a criação do Estado Palestino pela ONU. Vejam resumo.

Os esforços para impedir os palestinos de conquistar seu Estado na ONU são equivocados e auto-destrutivos

24 de setembro de 2011– The Economist
http://www.economist.com/node/21530117

Os palestinos estão a conseguir um Estado reconhecido, pelo menos no papel. Sua aplicação a votação no Conselho de Segurança da ONU, marcado para 23 de setembro, será rejeitado por um veto norte-americano. Mas se, em seguida, for para a Assembléia Geral da ONU, o que parece provável, mais cedo ou mais tarde, os palestinos vão ganhar com uma maioria esmagadora. O status de "observador" que seria dado a eles será semelhante à do Vaticano, uma posição provisória de adesão plena, que pode ser conferida apenas pelo Conselho de Segurança. Não faria uma diferença imediata, mas que ajudaria os palestinos em seu caminho para a conquista efetiva, dando-lhes um impulso diplomático. Deve ser incentivada, tanto por razões de princípio como prática.

O princípio é simples: os palestinos merecem um Estado, assim como os israelenses já tem o seu. Os Estados Unidos, a União Europeia e o governo de Israel, todos aprovaram uma solução de dois Estados. Há amplo consenso de que o limite deve ser baseado nas fronteiras de pré-1967, com trocas de terras permitindo Israel manter seus maiores assentamentos próximos à fronteira, no retorno para os palestinos ganharem terrenos em outro lugar; Jerusalém deve ser compartilhada, e os palestinos devem desistir de seu direito reivindicado de retorno para Israel. Isso ainda deixa muito espaço para negociação. Mas, desde que o pedido palestino na ONU, ainda não seja arquivado como The Economist previu à imprensa, não põe em causa os termos básicos deste negócio. É difícil entender por que qualquer pacificador, incluindo Barack Obama, deve opor-se uma proposta que coloca a Palestina mais perto de um Estado real.

A prática política e processual da ONU é mais complicada, mas ao menos que as negociações de última hora entreguem algo dramático, os argumentos a favor de, pelo menos, assegurar a opção do Vaticano certamente superam o impasse. O Governo de Israel, liderado por Binyamin Netanyahu, e os seus apoiadores no exterior, especialmente no Congresso dos Estados Unidos, insistem que o Estado palestino seja prematuro: em vez de ir para a ONU, os palestinos devem voltar à mesa de negociações sem condições prévias, como exigindo uma congelamento da construção de assentamentos judaicos. Obama, ávido para reafirmar suacredenciais pró-Israel antes da eleição do próximo ano, parece provável se opor até mesmo a opção do Vaticano. Alguns parlamentares estão agora a preparar projetos de lei que puniria os palestinos por sua iniciativa.

O argumento de que os palestinos devem retomar as negociações antes de um Estado é ilusória. Porque na terra, para haver uma mudança de status na ONU as pessoas param de falar? Além disso, as negociações foram a lugar nenhum e Netanyahu tem sido o maior obstáculo. Desde a sua aceitação relutante dois anos atrás do princípio de dois Estados, o primeiro-ministro de Israel não mostrou entusiasmo ou flexibilidade em sua busca de um suposto acordo.

A construção de assentamentos na Cisjordânia, que ele se recusou a parar (com exceção de um congelamento parcial de nove meses), não é mera questão lateral, os palestinos precisam compará-lo com o espetáculo de duas pessoas negociando sobre como dividir uma pizza enquanto um deles continua a comê-la. (Ao contrário do estatuto da ONU, isso muda as coisas) Em seu discurso ao Congresso em maio, Netanyahu se recusou a aceitar que Jerusalém, cujo parte orientalpovoada por árabes, os palestinos vêem como a sua capital, devem ser compartilhadas. Ele ainda investiu contra a noção de que as negociações sobre o limite deve ser na base da linha pré-1967.

Israel mais seguro, em meio à primavera árabe

Na verdade, Israel estará mais seguro quando um bom estado palestino foi consolidado. Que é um ponto que muito poucos israelenses e seus defensores americanos apreciam. Este jornal argumentou firmemente o direito de Israel existir. Nós abominamos o deslegitimação rasteira e demonização de Israel. Mas também acreditamos que os palestinos merecem seu próprio Estado. Essas duas crenças são inteiramente compatíveis. Por sua intransigência, Netanyahu tem ajudado aqueles que querem destruir Israel.

Ao bloquear qualquer aspiração palestina na ONU, os Estados Unidos estão ajudando os extremistas de ambos os lados.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sem Frevo, mas com BACH

A música serve para tanta coisa

Já contei a história que fui comprar um disco de Frevo na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos e não encontrei nenhum. Falei também que comprei um disco da Orquestra Tabajara com músicas nacionais e internacionais. Mas sem frevos. Ficou faltando contar que quando ia saindo vi um disco com os três concertos de Brandenburg, de J. S. BACH, e gravado na Capella Istropolitana com a regência de Bohdan Warchal. Comprei os discos e fico ouvindo os dois no cd do carro.

Para os leigos, quem ouve os concertos de Brandenburg separadamente, pode pensar que é tudo igual. Mas ouvindo sequencialmente vemos que são diferentes, ou complementares. Uma vez, divulguei no blog o Concerto número três, como música dos Deuses, ainda mais que era regido por Karajan e a Orquestra Sinfônica de Berlim. Um amigo registrou que gostava mais do Concerto No. 1.

Na verdade, eu gosto dos três. Assim, eu copiei uma parte de cada um para que vocês possam comparar e deliciar-se como se estivesse nas nuvens...

A Livraria Cultura é assim, você pode não encontrar um disco de Frevo, mas discos de jazz, blues e clássicos, você encontra muitos e são maravilhosos. Lembram do disco de Armstrong e seu trompete? Quem sabe um dia a gente encontre a Dilma comprando um disco de Jazz ou de Bach? Ou comprando um livro de Arte e Pinturas? Por mais que o mundo virtual facilite a vida da gente, nada é igual você passar horas folheando livros ou pesquisando discos numa grande livraria. É igual a passar no Largo São Bento, no Centro de São Paulo, no final da tarde e entrar no Mosteiro para ouvir Canto Gregoriano. Coisas dos Deuses.

J. S. BACH
Concerto Brandenburg no. 1
– Allegro Moderato


Concerto Brandenburg no. 2 - Primeiro Movimento


Concerto Brandenburg no. 3 – Allegro Moderato

As Flores são Internacionais

Se o pessoal da ONU gostasse de flores

Um casal de jornalistas amigos enviou-me uma foto de uma praça florida em Madri e explicavam que São Paulo também pode ter belos jardins, cuidados e respeitados. As flores são realmente bonitas, são tulipas.

Jardim Botânico Real - Madrid - Espanha

O curioso é que a Espanha foi o último país a acessar nosso blog. Agora já são trinta e oito. Mas a Espanha faz parte da nossa história. Já estive em um Congresso das Comissões Obreras da Espanha, realizado em Madri e minha filha esteve em Barcelona. Uma cidade que todo mundo gosta. E, além de flores, tem praia...

Há alguns anos uma delegação nossa foi para Quebec, no Canadá, e um grande líder sindical dos petroleiros brasileiros, chamado Spis, que também gosta de flores e fotografias, tirou várias fotos das Tulipas de Quebec.

Foto de Quebec - Canadá

A tulipa está presente em todo hemisfério norte, mas você também pode encontrá-las a venda em São Paulo em determinada época do ano. Agora já tem nas floriculturas e supermercados. A Holanda foi o país em que mais vi tulipas. Parece que os holandeses são os grandes responsáveis pela distribuição das flores em toda Europa. Numa reunião em Cardif, País de Gales, também vimos muitas tulipas nas praças. Em Genebra, sede da OIT, Organização Internacional do Trabalho, também tem muitas tulipas.

Se as flores e as músicas conseguem unir os povos, a Assembléia Geral da ONU também poderia fazer este gesto e aprovar a criação do Estado Palestino. Isto não é um problema de Israel com os Palestinos. Quem criou este problema foi a ONU e cabe a ONU resolvê-lo. Do ponto de vista emblemático, Obama bem que podia dar uma de Roosevelt e defender a aprovação da proposta.

Obama, Dilma e todo mundo, juntos pela Paz no Mundo.
Já pensaram?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dilma fazendo bonito em NY

A alegria de Kotscho também é nossa

Ricardo Ktoscho é antes de tudo um brasileiro que se orgulha do seu país e das transformações que estão acontecendo. Ele sabe que “o país do futuro” é uma realidade. E para provar isto, quem representa este país do passado, presente e futuro, é uma mulher. Mãe, avó, mineira, gaúcha e brasileira, acima de tudo, Cidadã do Mundo.

Publicado em 21/09/11 às 11h02 no Blog de Kotscho, e “editado por mim”

Escrevo este texto antes de ouvir o discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da 66ª Assembléia Geral da ONU em Nova York, que será tema de análises e comentários de colegas meus aqui no R7 e na Record News durante todo o dia.

Quero falar apenas do meu orgulho como cidadão brasileiro pela postura firme e digna como a nossa presidente está representando o país na capital do mundo. Desde domingo, quando ela chegou a Nova York, acompanho pelo noticiário os encontros e as andanças de Dilma em sua primeira viagem internacional de grande repercussão.

Mais do que a figura política, impressiona-me a mulher que nunca sonhou em ser presidente da República, nunca tinha disputado uma eleição na vida e agora e se vê como uma das protagonistas no centro das grandes decisões mundiais.

Posso imaginar quanta coisa passou pela cabeça dela nestas horas que antecederam seu discurso como primeira mulher a fazer a abertura da Assembléia Geral da ONU. Logo ao chegar à cidade, Dilma se viu na capa da revista "Newsweek" com a chamada "Não mexa com ela", e até agora tem feito o possível para justificar o texto elogioso da matéria.

A mulher Dilma deixou no Brasil a mãe doente no Hospital das Fôrças Armadas e uma penca de problemas em várias áreas, sem falar no agravamento da crise econômica mundial que começa a mostrar reflexos no quadro interno, com previsões de subida da inflação e queda no crescimento econômico. Mesmo assim, ela encontrou tempo e cabeça para ir a restaurantes, museus e lojas, comprar um disco de jazz para ela e roupas para o seu neto de um ano.

Com o presidente Obama, que se referiu a ela como "amiga", Dilma defendeu uma ação conjunta dos países contra a crise econômica e elogiou a atuação do presidente americano para gerar mais empregos nos Estados Unidos.

Para quem é estreante no ramo, Dilma está fazendo muito bonito em Nova York. Desde Carmem Miranda, acho que nenhuma mulher brasileira fazia tanto sucesso nos Estados Unidos...

A vida também é feita de notícias boas
por mais que a dura realidade muitas vezes nos impeça de enxergá-las. Valeu, Dilma.

Acrescento: Valeu, Kotscho, também temos orgulho de você.

Amigo é para estas coisas

Uma conversa, um frevo, uma alegria

Temos um amigo professor de engenharia, que fez um trabalho de qualificação para ser titular na universidade, onde o tema era “o imprevisto previsível nos acidentes” onde ele mostrava cientifico e filosoficamente que “o imprevisto” na grande maioria é previsível, basta prestar atenção no que “os peões” falam, nos barulhos e nas cores ou odores da construção ou da máquina. Simplificando, se soubermos ouvir ou ver as pequenas coisas, seremos capazes de resolver grandes problemas. E evitar grandes tragédias. Sabe o “olhar de mãe”?

Eu andava meio triste por dois motivos. Primeiro, por que depois de assistir à apresentação da OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, no dia 16, sexta-feira passada, onde a última música foi a estréia mundial da “Suíte Popular Brasileira” de EDU LOBO, não confundir com Villa Lobos, onde o final da música era um belo Frevo Sinfônico, eu pretendia comprar um disco da Orquestra Tabajara tocando Frevos.

No domingo, fomos até o Shopping Villa Lobos, na Livraria Cultura, comprar o disco e, para minha surpresa, não havia NENHUM disco de Frevo! Consegui um disco da Orquestra Tabajara com músicas nacionais e internacionais, mas sem um frevo sequer. Isto me deixou muito triste. O Frevo é uma música fundamental na cultura brasileira e a mais importante livraria de São Paulo não tem um disco de frevo. Onde está a cultura?

Segundo, por que na segunda-feira, ao olhar os jornais, vi estarrecido que um irresponsável bêbado, dirigindo em alta velocidade, subiu na calçada, atropelou e matou uma mãe e sua filha, no Shopping Villa Lobos. Ambas tinham ido à Livraria Cultura comprar o livro “A Última Música”. Acharam o livro e perderam a vida, por causa de um motorista bêbado, que depois contrata um advogado para inventar mentiras sobre o acidente. Igual ao Land Rover.
Estes crimes, juntamente com os assaltos, roubos, seqüestros, mentiras e manipulações das informações por parte da imprensa; políticos, policiais e juízes corruptos ou venais; tudo isto nos dá uma mistura de tristeza, vergonha e ódio. Qual é o limite?

Triste, não salvei as matérias dos jornais sobre a morte da mãe e da filha. Li as declarações do irmão e filho que ficou sozinho, sem pai, sem mãe e sem irmã, onde ele dizia: “O motorista acabou com minha família, já que meu pai morreu no ano passado. Agora estou sozinho...” O que acontecerá com o motorista? Impetrará não sei quantos recursos jurídicos, pagará uma grana para os advogados e ficará solto?
E contando estas histórias para meus amigos, quando chequei no trabalho hoje cedo, ao abrir as mensagens no computador, vejo que UM AMIGO (Roberto Parizotti) enviou-me a gravação do Frevo dos Vassourinhas, com a Orquestra Tabajara!

Ganhei o dia e resolvi compartilhar com vocês esta alegria que é o clássico frevo de Recife, com a mais histórica orquestra brasileira e o Hino do Carnaval de Recife. E, quem sabe, as lojas de São Paulo comecem a vender discos de Frevos e os motoristas parem de beber quando for dirigir, ou não dirijam quando beberem. Simples...

Orquestra Tabajara - Frevo dos vassourinhas (carnival march - 1949 )
Composição de Matias da Rocha. Ilustração de Heitor dos Prazeres.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Primavera Árabe e a Turquia

Uma abordagem para reflexão

ROGER COHEN - Bellagio, Itália – O Novo Herói
Folha São Paulo – Caderno “The New York Times” – 19set2011.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny1909201104.htm

O legado dos impérios tende a ser feito de ressentimento. Durante muito tempo o mundo árabe não foi exceção a essa regra, enxergando a Turquia com a desconfiança nascida do longo domínio otomano. Por isso, a conversão do "sultão Erdogan" em herói de árabes, festejado de Túnis a Ramallah, é notável.

O ressurgimento da Turquia
como potência regional sob a égide do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan tem sua origem em três fatores. Para começar, Erdogan demonstrou que um movimento islâmico antes radical, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), é capaz de aderir ao dar e tomar da democracia. Pelo fato de a Primavera Árabe ser um levante de fiéis muçulmanos contra o despotismo, o exemplo dele é importante.A Turquia tomou o lugar do Irã como ponto de referência para os políticos islâmicos de países recém-libertados que sabem que precisam reivindicar legitimidade através das urnas, e não, como o Irã, através do profeta. Esses políticos se retratam como "Erdogans" líbios ou egípcios. Uma medida da transformação na região é que a própria ideia de evocar o nome do aiatolá Khomeini como exemplo parece absurda.

Em segundo lugar, Erdogan assumiu uma postura forte com relação aos direitos dos palestinos, e assim -fato curioso para um turco e descendente dos odiados otomanos- tornou-se o político do Oriente Médio mais identificado com o orgulho árabe. A caracterização que ele fez de Israel como sendo "filho mimado do Ocidente" - repetida no Egito no início de seu chamado tour da Primavera Árabe- e suas críticas firmes a Israel pelo ataque contra o navio Mavi Marmara em águas internacionais, sob bandeira turca, também encontraram eco.

Em terceiro lugar
, a Turquia, membro da Otan repudiado pela União Europeia, reposicionou-se de maneira que vem alimentando uma economia em crescimento. O país deixou de ser um subúrbio do Ocidente e se tornou ponto focal da Eurásia. Trocas comerciais no valor anual de US$2 bilhões hoje fluem pela fronteira de 870 quilômetros de extensão com a Síria, fechada e minada durante a Guerra Fria mas que hoje prescinde de visto para ser atravessada. O comércio com outros países vizinhos também vem crescendo, na medida em que a Turquia segue o exemplo da UE, usando vínculos econômicos para forjar laços políticos.

Caracterizada por críticos americanos como movimento abrupto em direção ao Oriente, o deslocamento geoestratégico da Turquia na realidade não passa de um ajuste lógico à estagnação ocidental, o preconceito europeu e as oportunidades emergentes. Esse deslocamento vem sendo inspirador para uma região que, durante muito tempo, preferia apontar outros bodes expiatórios para explicar suas falhas.

O maior desafio ao novo papel regional da Turquia vem da repressão brutal movida pelo presidente Bashar Assad na Síria. Em nome do comércio e da estabilidade crescentes, Erdogan poderia ter silenciado. Mas ele e seu astuto chanceler, Ahmet Davutoglu, sabem que a aura atual da Turquia no mundo árabe está ligada ao antiautoritarismo, dignidade e direitos individuais. Aplaudo Erdogan por sua ousadia em afirmar que a Turquia está ao lado do povo sírio e que o mundo não tem lugar para sistemas unipartidários fechados. Foi um teste importante; ele foi aprovado.

Outro teste é iminente em torno de Israel.
Erdogan não deve ceder às tentações populistas de converter críticas legítimas em tiradas destrutivas. As relações diplomáticas entre Turquia e Israel, que se encontram degradadas no momento, ainda constituem uma ponte entre o mundo muçulmano e o Estado judaico. Erdogan tem razão em exigir um pedido de desculpas de Israel pela morte desnecessária de oito de seus cidadãos e tem razão em pressionar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a parar de prevaricar em torno da Palestina. Mas ele deveria também denunciar a turba egípcia que invadiu a embaixada israelense no Cairo e queimou a bandeira israelense. Esse seria um ato de um estadista, algo que reforçaria sua postura em favor de um Oriente Médio estável e aberto.

Erdogan também precisa resistir às tentações autoritárias em casa e mostrar que sua adesão aos direitos individuais abrange também os curdos e sua política de boa vizinhança com a Armênia. É possível superar a história negativa também nessas frentes.

A Turquia é uma potência crucial no século 21. A Europa deveria parar de se remoer e permitir o acesso dela à UE até 2015.

Um Tempo e Duas Vidas

Também iguais e diferentes

Tem tempo que tudo dá certo e tem tempo que, por mais que a gente tente, as coisas não andam como a gente quer. E não adianta brigar com o tempo, é preferível literalmente “dar um tempo”. Este dilema de como lidar com o tempo, creio que faça parte da nossa civilização. Quando devemos antecipar as coisas? Ou quando devemos adiá-las? Não tem resposta. Só os fatos respondem.

Isto também vale para as plantas e outras coisas... Neste domingo, andando por nossa rua, observei algo interessante sobre o tempo. Já mostrei neste blog uma foto do Ipê Amarelo nosso vizinho. Sempre foi uma árvore bonita, mas quando ela floriu, a beleza apareceu mais e nosso pedaço de rua ficou mais bonito. Lá no início da nossa rua, encontrei um grande pé de Ipê Amarelo totalmente florido e sem folhas. Uma visão hipnotizante!
Ainda mais quando as flores recebem os raios solares.


Seguindo o caminho de volta para casa, depois de ficar um bom tempo admirando o Ipê Amarelo em flor, parei em frente do nosso vizinho Ipê amarelo SEM flores e cheio de folhas. Igualmente bonito, frondoso e cheio de galhos onde os sabiás diariamente vão brincar de pega-pega e preparar os ninhos.


A mesma espécie de árvore, a mesma rua, o mesmo tempo, e estas duas árvores dão flores e folhas em meses diferentes. É como seu fossem vários irmãos, com os mesmos pais, professores, brinquedos e oportunidades. E saem uns mais diferentes do que outros, mas todos são diferentes, embora da mesma família.

Mas as plantas cultivadas, como milho, soja, feijão, normalmente elas têm um tempo mais próximo entre si, assim facilita a vida dos agricultores e jardineiros. Mas mesmos os agricultores e jardineiros, como todos nós e a própria natureza, precisamos aprender a lidar e respeitar o tempo. Como há as quatro estações para as plantas, há também as várias estações para nós.

Uma vida com vários tempos, ou melhor, uma vida com várias fases, sejam elas boas ou ruins, mas fazem parte da nossa vida e precisamos aprender a lidar com elas e com o tempo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mais de 10 mil em 37 países

Flores, Música e Qualidade de Vida

Nesta terça-feira, dia 20 de Setembro, estamos completando cinco meses e meio de existência do Blog. São 5 meses e 15 dias falando de flores, música, qualidade de vida, política e sustentabilidade.

Mais de dez mil acessos de todo o Brasil, de trinta e sete países diferentes. Sendo mais de mil acessos dos Estados Unidos, mais de trezentos acessos da Alemanha, mais de cem de Israel e Portugal, dezenas de acessos do Canadá, Suíça, Cingapura, França, Inglaterra e China; além de acessos de países que temos pouco contato como Letônia, Estônia, Romênia, Índia, Ucrânia e República Dominicana.

Lembra-me a história contada por Betinho, da campanha contra a fome, que devemos ser como o beija-flor, se cada um fizer sua parte, podemos apagar os incêndios, as guerras e mudar o mundo. A começar por nós mesmos. Este blog, com a ajuda de muita gente, espera estar contribuindo para melhorar a qualidade de vida das pessoas e do planeta.

Neste dia 20 de setembro, alguém que foi muito importante para todo o movimento sindical brasileiro, também faz aniversário, Augusto Campos, nosso Velho do Rio, grande estrategista e contador de casos, está aposentado, morando em Santos-SP, curtindo o mar, a praia e as cervejas bem geladinhas. Ele foi fundamental na defesa da categoria bancária e na resistência contra a ditadura militar. Não gostava de aparecer na imprensa, mesmo sendo o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo durante os seis anos bem agitados de luta contra os baixos salários, as más condições de trabalho e a intervenção da ditadura na vida dos trabalhadores.

A todos que lutaram e a todos que ainda acreditam nas flores e nas músicas vencendo os canhões e as ditaduras, nossos agradecimentos. E o convite para continuarem a caminhada, para que nossos filhos e seus descendentes possam ter orgulho do seu país, do seu povo e da sua História. E possam ter gratidão pelos que construíram este novo mundo.

Para ajudar na comemoração, vamos admirar este magnífico pé de Ipê Amarelo, que floresce em nossa cidade e é um dos símbolos do Brasil.


E um pouco de sentimentalismo:

As Pitangas da Rua Girassol

Além de prédios e restaurantes

A Vila Madalena tradicional está sendo destruída pelas construtoras e pelos bares. Cada dia é mais um buraco que se abre, para construírem imensos prédios com imensas garagens. O verde vai diminuindo, diminuindo também as flores, as frutas e o charme da Vila. Virando um bairro de prédios e sem charme.

Mas, enquanto a Vila não acaba, a gente vai levando e encontrando esta gente simpática que são os moradores da Vila Madalena tradicional.

Neste sábado, fomos almoçar no bom restaurante libanês da Rua Girassol, e, ao ficar esperando a liberação das mesas, vi que a casa vizinha ao restaurante tem um grande pé de Pitangas e está carregadinho. Tem pitangas para todos os lados. Fui lá tirar umas fotos.

Ao lado do pé de pitanga tinha uma senhora de idade sentada no degrau da calçada. Vendo meu esforço para tirar as fotos de baixo para cima, ela perguntou se eu estava conseguindo tirar boas fotos.

Eu as mostrei para ela, que me respondeu toda orgulhosa: “Eu mesma plantei este pé de pitanga, trouxe lá do meu local de trabalho. Esta árvore é uma das minhas alegrias.”


Assim foi construída a Vila Madalena. Pelas mãos dos moradores, com muito amor e alegria. Nossa cidade pode ser “reconstruída” por todos nós, aprendendo a lidar com os prédios e com os carros, porém priorizando a urbanização com verdes, flores, pitangas, alegrias, amores e amoras.

domingo, 18 de setembro de 2011

Dilma na ONU e nos USA

Uma mulher falando de Sonhos

Para nossa geração, este evento na ONU tem um significado muito especial. Não realizamos todos os sonhos da época, mas muitos deles estarão presentes quando Dilma pegar o microfone para falar do Brasil e do Mundo. Nossa imprensa deveria reproduzir ao vivo, como faz com o futebol.

Dilma estará levando a todos, diamantes em forma de palavras de esperança e de realizações. Um novo mundo é possível. Sem ódio e sem rancor.Um mundo que inclua os Palestinos e os Israelenses, que respeite todas as religiões e opções políticas.

Esta musica cantada por Joan Baez nos leva para os Sonhos e Dilma nos trás para uma Realidade cheia de Esperanças, com sua voz firme e fraterna.

Diamonds And Rust

Joan Baez

Well I'll be damned
Here comes your ghost again
But that's not unusual
It's just that the moon is full
And you happened to call
And here I sit
Hand on the telephone
Hearing a voice I'd known
A couple of light years ago
Heading straight for a fall
As I remember your eyes
Were bluer than robin's eggs
My poetry was lousy you said
Where are you calling from?
A booth in the midwest
Ten years ago
I bought you some cufflinks
You brought me something
We both know what memories can bring
They bring diamonds and rust
Well you burst on the scene
Already a legend
The unwashed phenomenon
The original vagabond
You strayed into my arms
And there you stayed
Temporarily lost at sea
The Madonna was yours for free
Yes the girl on the half-shell
Would keep you unharmed
Now I see you standing
With brown leaves falling around
And snow in your hair
Now you're smiling out the window
Of that crummy hotel
Over Washington Square
Our breath comes out white clouds
Mingles and hangs in the air
Speaking strictly for me
We both could have died then and there
Now you're telling me
You're not nostalgic
Then give me another word for it
You who are so good with words
And at keeping things vague
Because I need some of that vagueness now
It's all come back too clearly
Yes I loved you dearly
And if you're offering me diamonds and rust
I've already paid

sábado, 17 de setembro de 2011

Boas lembranças com música

Recuperando Energias

Na sexta-feira, dia 16, além de descobrir boas frases na Rádio USP, como “Ser diferente é a nossa semelhança”, à noite fomos assistir ao programa da OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Na platéia encontramos o Almino Afonso, militante antigo da política brasileira, desde antes do golpe de 1964, e que teve papel relevante na redemocratização. Encontramos também o símbolo do Direito Brasileiro, Dalmo Dallari, o maior jurista ainda em vida. O Professor Dallari faz parte da história de todos nós.

Na programação musical, começou com Osvaldo Golijov e a estréia na América do Sul da composição “Sidereus”, ainda na primeira parte, Haydn, com o Concerto para Violoncelo no. 2 em Ré Maior, com o solo do músico holandês, Pieter Wispelwey. Na segunda parte tivemos Stravinsky, com a Sinfonia em Três Movimentos e a estréia mundial da composição de Edu Lobo, “Suíte Popular Brasileira“, a última parte da música de Edu Lobo foi um belo Frevo Sinfônico.

De todas as músicas apresentadas, a que mais lembrou o caráter clássico do ambiente foi Haydn. Como eu gosto muito de Adágios, encontrei esta gravação com Pablo Casals, que é muito bonita.

Podem escutar e também imaginar boas lembranças e recuperar energias.
Pablo Casals plays Haydn Cello Concerto No 2 in D Major II Adagio

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Igualdades e Diferenças

Tão simples e tão complexo

Ouvindo a Rádio USP entre as 8 e as 9:00 hs da manhã, além das boas músicas, ouvi uma frase que ficou martelando na minha cabeça: “Ser diferente é a nossa semelhança – Rádio USP”. Tão simples e tão complexa... Todo mundo sabe que a USP é uma boa universidade, mas não tem um papel de vanguarda progressista, como a Unicamp ou a PUC-SP. Há uma hegemonia conservadora na USP. Talvez herança da ditadura ou do conservadorismo da elite paulista.

Mas a frase veio da Rádio USP. Eu ouço muito esta rádio. Está gravada no dial do meu rádio, mas nunca tinha visto algo tão significativo. A rádio número um para mim é a Rádio Cultura FM, mas mesmo ela está ainda um pouco contaminada pelo “serrismo”. Alckmin ainda não mandou “oxigená-la”. Foi por isto que eu descobri este novo programa na Rádio USP. Por que no mesmo horário, a Rádio Cultura diminuiu o espaço da música clássica.

É um grande princípio democrático este de “ser diferente é a nossa semelhança”. Lembra Voltaire, Jefferson, os filósofos gregos e as primaveras atuais. O direito de ser maioria e também ser minoria. O dever de respeitar a diversidade, a equidade, os gêneros, as opções sexuais, religiosas, partidárias, culturais e étnicas. Praticar isto é a coisa mais difícil do mundo. É o estágio mais avançado da sabedoria e da dignidade. É o socialismo democrático que todos sonhamos. É o paraíso bíblico.

Aí lembrei-me do meu jardim. Outro dia à noite, no meio da escuridão vi uma pequena mancha branca. Acendi as luzes e fui lá ver de perto o que era aquilo. Para minha surpresa, era uma pequena flor que tinha aparecido entre as demais flores vermelhas. À noite, as flores vermelhas não aparecem muito, mas a branca parecia brilhar na escuridão. A espécie de flor é igual, é uma mariazinha. Mas a cor é diferente. Ambas são belas e impactantes, cada uma na sua hora e à sua maneira. Isto é diversidade, diferença, equidade, liberdade e democracia.

Vejam a mariazinha branca e vejam as mariazinhas vermelhas, elas fazem parte do mesmo jardim e das mesmas alegrias...



E pensar que, no próximo dia 20, Dilma será a primeira mulher presidenta a fazer a Abertura da Assembleia Geral da ONU... Que ela fale das flores e das primaveras.

Uma revista com qualidade

Revista do Brasil com boas histórias

Aos poucos o pessoal da “Revista do Brasil” vai achando um bom caminho editorial para a revista que pretende estar mais perto dos movimentos sociais, sem ser resmungona nem chata. No início, com tanto medo de ficar feia, ficou muito com a “cara da revista da Folha de domingo”. Insossa!

Nas edições recentes o progresso é visível. Passamos a ter uma revista bonita, com reportagens interessantes e comprometidas. Sem medo de posicionar-se. A revista é parte de um projeto de sociedade democrática, pluralista e comprometida com o combate à miséria. Ponto!

Vejam o bom texto de apresentação da Edição de Setembro de 2011.

“O que Paulo Evaristo Arns, mulheres da Marcha das Margaridas e trabalhadores que batalham por melhores salários têm em comum? Eles constroem um país mais justo”

Por: Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil Publicado em 14/09/2011, 16:14

São Paulo - Dom Paulo Evaristo Arns enfrentou tiranos, lutou pelas causas dos desfavorecidos e e foi um dos símbolos da conquistas da redemocratização do país. Um homem de fé e coragem. A história de Arns, ao completar 90 anos nesta quarta-feira (14), é lembrada pelos repórteres João Peres e Virgínia Toledo em uma série de reportagens da Rede Brasil Atual. É também o tema de capa da edição de agosto da Revista do Brasil. São diversos episódios da vida do cardeal dos trabalhadores que revelam como ela transcendeu a igreja e mexeu com a história do país.

Luiz Carvalho e Tatiana Melim, que acompanharam a Marcha das Margaridas no mês passado em Brasília, também publicaram reportagens no portal e guardaram um pedaço especial da história para a edição da revista. Outro tema de série feita para o site que separou um relato diferenciado para a edição impressa, a primeira e única Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que reuniu todas as correntes sindicais do país depois do golpe militar, a Conclat (1981) é lembrada pelo repórter Vitor Nuzzi.

A edição aborda ainda o momento econômico do país, com as campanhas por valorização salarial e distribuição de renda oferecendo a receita para o país defender sua economia com crescimento.

No mundo da mídia, Andrea Dip mostra com o mercado brasileiro, antes muito prestigiado no mundo por sua criatividade, tem perdido espaço para a baixaria e as mensagens que apelam para a o preconceito e a deseducação.
Suzana Vier visitou o Instituto Branemark, em Bauru, no interior de São Paulo, onde pacientes do Brasil todo recebem próteses e tratamentos para a reabilitação facial, a maioria gratuitamente.

Christina Stephano de Queiroz desconstrói as visões superficiais e estereotipadas sobre os árabes por meio de uma rica produção literária.
Renato Teixeira e seu filho Chico falam sobre a música que está no DNA da família, suas inspirações, jingles e pirataria, em entrevista à Aloísio Milani e Xandra Stefanel.

Em outro lado do universo musical, o leitor encontra punk ficando quarentão. Por isso, Guilherme Bryan conta como este filho caçula do rock ainda sugere uma postura política e social para as gerações do pós "faça você mesmo".

Uma viagem aos Lençóis Maranhenses é narrada, em meio às lagoas coloridas e brancas dunas, por Paulo Salvador. O museu aberto da cidade de São Paulo, com entrada gratuita a qualquer hora e obras para todos os gostos, também é tema de reportagem. E completam a edição as análises de Mauro Santayana, de Laurindo Lalo Leal Filho e a crônica de Mouzar Benedito.

- E um pouco de música para comemorar a nova linha da revista!
Altamiro Carrilho com André de Sapato Novo e outras...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ética neles, Professora Dilma

Aula de política e liberdade

Caiu mais um ministro. Isto mesmo! Pegou fazendo bobagem, rua! Pegou colando na sala de aula, tira a prova! Não era assim na escola? Se uma doméstica pega cadeia por causa de um xampu, qualquer político que for pego em malversação com o dinheiro público, deve ser demitido e punido. No dia que isto for levado a sério no Brasil, mudaremos nossa História.

Olhando os jornais de hoje e vendo a firmeza de Dilma em demitir mais um ministro, fomos comemorar e meditar sobre o assunto. O quê Dilma tem de diferente dos políticos tradicionais? O quê dá tanta coragem a Dilma para ser tão firme?

A maioria dos jornais, rádios e a TV não respondem estas questões. Eles não estão preocupados em informar, educar, contribuir para formar cidadãos livres. Eles querem ser “formadores de opinião”, isto é, dizer o que as pessoas devem pensar, sentir e comprar.

Se olharmos as fotos de Dilma com mais calma, vamos perceber que ela, muito mais do que uma política, Dilma nos lembra aquelas professoras do interior. Talvez inconscientemente ela copie a sua mãe, que era professora. Gente séria e respeitada! Antigamente os nossos símbolos de autoridades eram nossos pais, os religiosos e as professoras. Naquele tempo não tinha professor no primário ou nível básico. Era profissão de mulheres. De mulheres sábias e sérias.

Tem gente querendo se apropriar da palavra de ordem, ÉTICA.

- Ética vem dos gregos filósofos, pais da Democracia e dos Mitos, pais da Cultura Ocidental.
- Da Revolução Industrial para cá, ÉTICA está associada aos LIBERTÁRIOS, aos Sociais Democratas e aos Socialistas.
- Ética NUNCA foi associada nem à direita manipuladora; nem aos comunistas estalinistas.

Pelo seu passado e pelo seu presente, Dilma tem autoridade para falar e praticar ÉTICA. E ela tem feito isto com humildade, sem acusar ninguém, sem ameaçar ninguém. Ela apenas diz: Somos um governo de coalizão. Temos muitos partidos apoiando o governo. Queremos governar com toda a sociedade, todos os Estados, Municípios e todos os Partidos. Porém, governaremos com transparência, responsabilidade e ética. Quem ferir estes compromissos não serve para estar no governo. Simples!

Como sei que Dilma gosta de arte, de flores e do neto, lembrei-me que o nome do menino é Gabriel. Fui pesquisar o significado do nome e, para minha surpresa, o nome tem muito a ver com a própria Dilma. Vejam: Gabriel – nome hebraico que quer dizer “Enviado de Deus”. Pessoa com grande honestidade no meio profissional, busca a perfeição em tudo e se aborrece quando as coisas não saem conforme o planejado. Reflete muito antes de agir, e quando toma uma decisão é capaz de mergulhar de cabeça no que está fazendo e esquecer todo o resto à sua volta. Vocês conhecem alguém assim? Por isto que tem fotos do neto em todos os lugares de Dilma. Para ela lembrar-se do passado e agradecer a Deus por tudo que já ganhou nesta vida, dando-lhe força para retribuir por tudo que recebeu, depois de tudo que passou. Nós também rezamos para tudo dar certo com Dilma e seu governo.

E depois de ler os jornais do dia e “banhar-me nas energias das flores do nosso jardim”, tirei uma foto para mandar para Dilma e todos vocês. É um pequeno jardim com um “Caminho com pedras e flores”. A plantinha seca junto à coluna é um pé de “Lágrimas de Cristo”, que só renasce na primavera e dão lindas flores em pencas. Assim como Dilma que está fazendo renascer nossas esperanças na política e na administração pública. E nesta primavera muitas flores estão brotando no Brasil e no Mundo. Quem sabe até os palestinos passem a ter direito a sua primavera.


Esta Dilma com jeito de professora, é tudo que a gente precisava.

Abacateiros, Ipês e Rosas

São Paulo pode ser um Jardim

Na Esquina da Rua Delfina com a Rua Turi há mais flores do que eu já mostrei. Por exemplo, do outro lado da rua, em frente ao pé de Primavera, há um grande Abacateiro. Um na calçada e outro no jardim da casa. O curioso é que é comum a gente ver abacateiros plantados nas ruas de São Paulo. Em Belém do Pará eu vi muitas Mangueiras. Aqui são Abacateiros, Pitangas, Mangueiras e outras frutas. Além de muitas flores.

Vejam os Abacateiros da Esquina da Delfina com a Turi:

E, como foi falado ontem, atravessando com muito cuidado e atenção à Rua Natingui, chegaremos à Rua Lira. Uma rua estreita e pequena, mas em sua próxima esquina, vamos encontrar um jardim muito interessante. Um grande pé de Jasmim florido, misturado com uma grande roseira em flor. Além de outras plantas. Não consegui fazer uma boa foto que pegasse todas as flores juntas.
As flores da Rua Lira. Uma pequena rua entre a Natingui e a Tabocas, na Vila Madalena.


As Rosas

E os Jasmins

A grande maioria destas flores, foi plantada pelos moradores antigos da Vila Madalena. Gente que fez deste bairro um símbolo da nossa Cidade.

Como dizia Dom Paulo: Vamos avante! A Esperança é o motor que modifica o mundo.Desistir jamais!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ainda há Esperança!

Voltando à Esquina da Rua Turi com a Delfina

Hoje é o aniversário de Dom Paulo Evaristo Arns. São 90 anos de fé, esperança e caridade. Hoje pela manhã também haverá o Lançamento do 4º. Prêmio dos Objetivos do Milênio no Fecomércio – Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

Como a divulgação maior sobre os dois fatos acima eu já fiz ontem, quero voltar a um assunto também marcante. A esquina da Rua Delfina com a Rua Turi. São ruas pouco conhecidas, mas de extrema importância para o fluxo na Vila. Sem contar a beleza das flores e das casas.

No primeiro texto sobre estas ruas, com o título “Delfina e Turi, você conhece?” eu mostrei a foto da parte de baixo da esquina. Um imenso pé de “pata de vaca” com suas milhares de flores. Como se fosse combinado, simbolizando um “espelho”, na casa em frente tem um imenso pé de Primavera totalmente florido. Vou tentar colocar as duas fotos da Primavera.

– A esquina da Delfina com Turi:



– Agora veja só a Primavera:
Se seguirmos este caminho da Delfina, passando pela Turi, entrando à esquerda na Natingui e virando à direita na Rua Lira, chegaremos à Rua das Tabocas. Nesta rua, entrando à esquerda na Rotatória e perto da Padaria Leão Coroado, fica a

Igreja Nossa Senhora Aparecida da Vila Beatriz. Os moradores a construíram em mutirão. Nesta Igreja as pessoas da Vila ainda encontram Esperança.

Como eu gostaria que houvesse um Hino da Vila Madalena,
como Adoniran Barbosa fez para a Vila Esperança!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brasil e os Objetivos do Milênio

Dom Paulo e Dona Zilda Arns, nossas referências

Da mesma forma que o dia 11/09 ficou conhecido como o dia que o mundo parou para assistir na TV os ataques às torres gêmeas de Nova York, o dia 14/09, isto é, o dia 14 de Setembro de 2011, pode ficar na memória de muita gente como o dia de duas comemorações muito importantes.

Nesta quarta-feira, dia 14, Dom Paulo Evaristo Arns estará completando 90 anos de vida. E também nesta quarta-feira, dia 14, estará acontecendo o Lançamento da 4ª. Edição do Prêmio ODM Brasil. ODM são as iniciais de Objetivos Do Milênio, campanha internacional lançada pela ONU – Organização das Nações Unidas, em 2000, para atingir Oito Objetivos no Milênio. A meta é conseguir os Objetivos até 2015!

Quais são estes oito objetivos?
1 – Acabar com a Fome e a Miséria;
2 – Educação básica de qualidade para todos;
3 – Igualdade entre sexos e valorização da mulher;
4 – Reduzir a mortalidade infantil;
5 – Melhorar a saúde das gestantes;
6 – Combater a AIDS, a Malária e outras doenças;
7 – Qualidade de vida e respeito ao Meio Ambiente;
8 – Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento e a inclusão social.

Falar dos 8 Objetivos nos reporta imediatamente ao trabalho da Pastoral da Criança, movimento criado por Dona Zilda Arns, irmã de D. Paulo. Nem os governos brasileiros fizeram tanto pelas crianças e as gestantes como fizeram e faz a Pastoral da Criança, tanto no Brasil, como nos países da América Latina e África.

Só para lembrar, quando aconteceu o Terremoto no Haiti, quem estava lá ajudando as crianças? Dona Zilda Arns. Ajudando a organizar a Pastoral da Criança do Haiti. O Brasil deve muito a estes dois irmãos.

Estes 8 objetivos têm a ver com a vida deles. Enquanto D. Paulo cuidou de salvar os adultos do terror da ditadura militar que dominava o Brasil nos anos 60, 70 e 80; Dona Zilda cuidava de salvar as crianças e gestantes de todo Brasil, fossem elas indígenas, negras, faveladas, trabalhadoras rurais, em qualquer parte do nosso país.

O Brasil está de parabéns
com os resultados da Campanha pelos 8 Objetivos do Milênio, mas precisa aprender a valorizar mais as pessoas que contribuíram e contribuem para melhorar a qualidade de vida do nosso país. Os americanos são bons em homenagear seus heróis. Esta é uma coisa boa para a gente copiar deles.

Dom Paulo faz 90 anos, morando no Instituto Paulo VI, em Taboão da Serra-SP, Dona Zilda está no Céu acompanhando as crianças e as gestantes do mundo. Fizemos várias campanhas para ela ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

Dona Zilda Arns continuou sendo nossa maior autoridade na defesa da criança e da gestante. Dom Paulo foi perseguido pelos militares e pela Igreja Conservadora, mas, para nós, continua sendo nossa maior autoridade da Igreja Católica Brasileira.

O lançamento da 4ª. Edição do Prêmio ODM será nesta quarta-feira
, das 9 às 13horas, no Auditório da Fecomércio, na Rua Dom Plínio Barreto, 285, perto da Fundação Getúlio Vargas, na Av. 9 de Julho, logo depois da Praça 14 Bis.

E como eles gostavam das pessoas simples e necessitadas
, vou presenteá-los com a foto destas flores do campo, que “como os lírios do campo”, nasceram entre as pedras do nosso jardim. São pequeninas, porém singelas e muito bonitas. A foto é de 7 de Setembro, Dia da Pátria.


Dom Paulo e Dona Zilda Arns fazem parte dos nossos heróis.