quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Kadafi chegando ao Fim

A Guerra Civil na Líbia também

Como sou contra, por princípio, a todo e qualquer tipo de Monarquia ou Governo Vitalício, não posso deixar de comemorar a "derrubada de Kadafi". Se "a classe operária" é internacional,os interesses da classe dominante também são. As "frentes amplas", quando são para aumentar a democracia e a participação popular, sempre devem ser bem-vindas. Valeu para defender a Europa contra o Nazismo, deveria ter valido para defender a República Popular na Espanha contra o fascismo de Franco, e deve valer para estimular a Primavera no Oriente Médio, incluindo a criação do Estado Palestino, pela ONU agora em Setembro.

Este pequeno texto publicado na The Economist dá uma síntese da situação. Governar na democracia é difícil, mas só se aprende... governando!

23 de agosto de 2011, 18:27 Por The Economist online | BENGHAZI

Pela segunda vez em 48 horas, a oposição unida da Libia irrompeu nas ruas com tiros em comemoração a notícia de um golpe dramático dado pelos rebeldes contra o regime de Muhammar Kadafi que está se desintegrando. O primeiro anúncio foi o ingresso de tropas rebeldes em Tripoli e a captura do deputado e filho de Kadafi, Seif al-Islam, e rapidamente piorou com o líder do regime reaparecendo livre e desafiador para liderar uma resistência em defesa do regime na capital. Mas, como as últimas notícias e imagens demonstram, a situação parece ser irreversível: os rebeldes derrubando os símbolos do regime, a Fortaleza Murada de Bab al-Aziziya.

Depois de meses de impasse, os rebeldes reuniram uma ofensiva coordenada que varreu Tripoli com uma velocidade surpreendente. Colunas convergiram para a capital vindos de três lados, estabelecendo uma ligação com células rebeldes, que estavam clandestinas na cidade. Uma brigada legalista que guarda os arredores rendeu-se sem luta: Funcionários da oposição e do Conselho Nacional de Transição (NTC) disseram que seu comandante, cujo irmão era ex-tenente de Kadafi, e foi assassinado pelo regime, tinha secretamente negociado com os rebeldes desde maio .

Ainda assim, a guerra ainda não acabou. Atiradores leais e equipes de morteiros continuam atacando os rebeldes em Tripoli e lutando com uma devoção ao regime extraordinária. Mustafa Abdel Jalil, presidente da NTC, disse que a vitória dos rebeldes só será completa quando Muhammar Kadafi for capturado. Mas o irmão do líder, para não mencionar Seif al-Islam, continua foragido. Ele pode ainda ter escapado para outras partes da Líbia, ainda dominadas pela tribo de Kadafi, como a cidade costeira de Sirte, ou o Oasis de Sebha. Tendo já inúmeras oportunidades para ir para o exílio, Kadafi pode simplesmente ter decidido tornar sua deposição tão longa e confusa quanto possível.

2 comentários:

  1. Sei não, Gilmar. Sei não. Tomara que você esteja certo. Mas parece ser só uma troca de guarda...

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  2. Caro Amigo Gilmar

    Confesso que sou um leito dos seus texto, e gosto muito da maneira em que defende suas idéias. É na verdade muito estimulante contar com companheiros asssim do nosso lado do fronte. A verdade é que me gostaria de comentar muito dos seus textos, mas o tempo não ajuda, no entanto este em particular me deu vontade de comentar, porque existe algumas interrogantes nesta onda chamada de revolução que me preocupa muito para o futuro.

    A primeira dela é a grande pergunta, será que realmente vamos ter Democracia, depois deste período tão dificil. Bom para responder isto vejo o exemplo do Egito, que por um lado conseguiu livrar-se de um cancer que era o governo de Mubarak, mas por outro lado institui um governo provisório que até agora ha tomado algumas decisión, digamos nada democráticas, talvez a pior delas foi dissolver a Central de Trabalhadores do Egito e começar a dissolver sindicatos, o que representa o enfraquecimento da organização popular em uma possivel contrução do novo Estado, concordando ou não com eles ou se eles tinham ou não autonomia como sindicatos, devemos ocnsiderar que são atores validos e me preocupa se esto se reproduz em escala nos outros paises.

    A segunda pergunta é ainda mais filosófica: Até que ponto, ou quando devemos utlizar o recurso do conflito armado para alcanzar nossos objetivos. Esta revolução árabe também esta deixando uma cicratiz enorme na região, e a impressão de que para conseguir o que considera-se o melhor ou mais rápido caminho para um grupo, é tomá-lo a força. Como será contata esta historia, que exemplo dexiamos para o futuro, com crecerão estes adolescente que vemos na TV todo día ocm armas na mão e sendo chamados em todo o mundo de heróis. Falo isso, porque acredito que era possível, construir uma mesma revolução de outra maneira, ainda que mais dificil, e mais demorada, através da diplomacia internacional, e da influencia positiva.

    Terceiro, me pergunto sobre o papel dos EUA e porque não do conselho de segurança da ONU, e a maneira que participa, quase como regra de situações como estas. Quanto ao primeiro, fazendo “vistas grossas”, quando não apoiando diretamente as ditaduras, exatemente como fez na América Latina, e depois, seja por uma questão de pressão pública, como foi o caso do Egito, ou mudança nos interesse econômicos, armando melicias, com pouco treinamento, preparo ou principios claramente definidos. O mesmo se a aplica ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ou seja, existe alguma carta de compromisso por parte de estes grupos assinada com Nações Unidas que claramente aponta para o inicio de Estados Democráticos? A resposta é não, porque os interesses estão além de este universo. E a Faixa de Gaza? Não sei se podmeos priorizar ocnflitos, mais acredito profundamente que a prioridade numero um Do Conselho de Segurança deveria ser Gaza e Etiopia, onde temos mais de 80% da população desnutridos, dados da mesma Nações Unidas.

    Por fim, um tema que ainda é mais complicado, que acontecerá com a riqueza dos Mubarak, dos Kadafi e outros tantos ditadores, depositadas nos bancos de EUA e Europa. Serão devolvidas aos seus verdadeiros proprietários, o povo daqueles paises ?

    Como disse antes, a revolução árabe, que pode sim trazer um mundo novo a milhares de pessoas, tem um conjunto de implicações que não estão claras, porque aqueles que deveriam garantir isso, se esconde atrás de crianças, camponeses e trabalhadores armados, porque estiveram tanto tempo escluídos que já não ocnseguiam mais entender que o processo de inclusão é uma conquista e uma “luta” diária.

    Um abraço Gilmar e sei que ianda estou te devendo aquele video sobre o mandela.

    Valeu

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