quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Espaço Solidário, Música e Flores

Encontros que fazem milagres

Ontem eu queria divulgar uma foto de novas flores que apareceram em casa. Ainda em botão, parecia que as flores estavam agradecendo o fato de eu, durante os dias quentes e secos, além de por água para os Jasmins, molhar também as outras plantas. Esta plantinha que ainda não tinha florido, mostrou seu primeiro botão. À noite o tempo mudou, fez frio e choveu. Hoje o botão já está quase aberto, mas a chuva dificultou a foto.


Ontem, além de falar de Cuba, precisei falar da Revista Veja. Fiz com tristeza, por que preferia continuar falando das flores. Com a Democracia não se brinca. Precisamos estar “Orando e Vigiando, sempre”, para evitar que as pessoas passem dos limites e acabem com a pouca democracia que temos. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Vale tanto para a direita como para a esquerda.

No final da tarde,tive a alegria de encontrar muitos amigos sindicalistas, profissionais da Economia Solidária, trabalhadores metalúrgicos, químicos, bancários, professores, donas de casa, músicos e artistas. Ontem foi a inauguração do “ESPAÇO SOLIDÁRIO” da Prefeitura de São Bernardo do Campo, onde Marinho é o prefeito. Organizado por Tadashi e Jefferson, este espaço servirá como “Ponto de Encontro” das pessoas que querem aprender, produzir e comercializar de forma cooperativa e solidária.

Tinha gente de vários municípios, vários estados e gente que veio de Brasilia especialmente para estimular a iniciativa. Foi o caso do representante da SENAES, Roberto Marinho, e do grande amigo Frazão, do Banco do Brasil, um dos organizadores do Desenvolvimento Regional Sustentável e hoje no Instituto Cooperforte.

Especial alegria foi encontrar Arildo e Marcelo, dirigentes da Unisol Brasil, juntamente com Mauad, professor e doutor em Direito e Economia Solidária, hoje na função de Diretor da Faculdade de Direito de SBC. Encontrar Dona Toninha, da Cooperativa de Sabão no Montanhão, os amigos da Unimáquinas.

Encontramos também nosso querido Damasceno. Cearense que veio para São Bernardo na década de 70, ele foi motorista do Sindicato e da CUT. Quando Lula precisou vender o seu primeiro automóvel, um Fiat 147, Damasceno comprou e está com ele até hoje. Este brasileiro que tem muita história, mesmo sem nunca ter aparecido nos jornais, chorou na formatura do filho, ao vê-lo receber o diploma da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, num curso que começou com 83 alunos e terminou com apenas 27. Hoje o filho está bem empregado como profissional da Ciência da Computação.

O Brasil ainda passa por São Bernardo... Tão bonito ver o povo altivo, cantando o Hino Nacional enquanto no telão passava as diversas experiências de Economia Solidária na cidade.

É tão gostoso escrever sobre trabalho solidário, amizade, companheirismo, sonhos e realizações! Mostrar as flores. Ouvir música.

Eu estou ouvindo um disco de Miles Davis há dois dias. Muitos não o conhecem, mas ele é um dos deuses da música americana e internacional. E neste disco ele toca de forma divina “Autumn Leaves” – Folhas de Outono, que tem tudo a ver com nossas folhas, flores, sol e chuva. É uma música longa onde todos os músicos têm seus momentos de solo e de acompanhamento. Mas bonito ainda é que os músicos são negros. Como uma pessoa pode ter preconceito racial depois de ouvir uma música desta? Eles são divinos...

Hoje está chovendo muito,
o trânsito está mais lento do que sua lentidão diária, eu aproveitei para ouvir a mesma música durante todo o caminho. E quanto mais eu a ouvia, mais bonita ela ficava. Se você não tiver tempo para ouvi-la de uma só vez, vá ouvindo o tempo que for possível, grave ou compre o disco. Parece música de Chico Buarque, quanto mais você ouve, mais você gosta.


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