quinta-feira, 21 de julho de 2011

Estádio do Corinthians e Futebol

Corinthians pensa grande e joga bola

Depois das humilhações nas Libertadores e nos últimos campeonatos, talvez motivados pelo seu maior patrono, Luis Inácio Lula da Silva, a direção do clube tomou juízo e resolveu trabalhar para construir um estádio que será um novo marco turístico na nossa cidade. E todos querem participara da festa, inclusive o governo tucano. E além de trabalhar para viabilizar o estádio, o time também resolveu jogar bola.

Vejam estas matérias sobre o Itaquerão:

Um estádio com a cara da Fiel
11 de julho de 2011 - PAULO FAVERO – Estadão/Jornal da Tarde

Um estádio com a cara de sua torcida. É isso que pretende o Corinthians com a construção do Itaquerão. Tudo foi pensado levando-se em conta o perfil social dos fãs alvinegros e com a intenção de fazer o ingresso caro subsidiar o barato. Haverá setores populares, mas também espaços luxuosos para empresas e pessoas de alta renda, que poderão assistir a uma partida de futebol com todo requinte.
Dentro do planejamento de construção da arena, o Corinthians contratou uma empresa internacional, que mapeou o perfil de sua torcida. O documento mostrou que o clube é líder entre o público da classe A.

O material foi enviado para o escritório CDC Arquitetos, que fez o projeto do estádio. “Nós recebemos esse resultado e tivemos a noção exata de quantos lugares deveríamos oferecer para cada tipo de ingresso”, conta o arquiteto Anibal Coutinho.
O especialista conta que o Itaquerão foi pensado de forma a mostrar uma preocupação com o conforto do público presente e com a receita que pode gerar para o clube. “Teremos um setor popular, que é uma tendência contemporânea. Muitos estádios da Europa possuem isso. Nos Estados Unidos, partidas de beisebol contam com setores com ingressos a menos de US$ 10 (R$ 15,6). Então concentramos no lado oeste do estádio 13 mil lugares de setores mais caros, que viabilizam os outros 35 mil lugares”, diz.

Até o espaço das organizadas, atrás dos gols, foi projetado com a intenção de deixar o torcedor próximo do campo e ao mesmo tempo poder pressionar os times visitantes. “O lugar que a Gaviões e as outras uniformizadas do clube ficarão é excepcional. Só para se ter uma ideia, a distância das cadeiras para o campo é de sete metros na lateral e de nove metros no fundo”, explica o arquiteto, complementando. “O Corinthians briga para ter um lado luxuoso, para poder fazer o outro lado ficar mais barato. Vai tirar de quem pode.”

A ideia de fazer um estádio segmentado partiu do departamento de marketing do clube do Parque São Jorge. O diretor Luis Paulo Rosenberg sabe que a receita da nova arena será de suma importância não só para a manutenção do campo para 48 mil espectadores – na Copa de 2014 será de 65 mil, para receber a abertura, mas a capacidade será diminuída após o torneio – como para ajudar na contratação de reforços. E ele também entende que, se o Corinthians colocar ingressos muito caros, a Fiel vai fazer barulho.

Estado SP também paga por Itaquerão/Corinthians

No dia em que Kassab sanciona lei que concede isenção fiscal ao Corinthians, governo revela que bancará ampliação do estádio para 68 mil lugares.

21 de julho de 2011 | 0h 00 - Paulo Favero e Almir Leite - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Corinthians e Odebrecht vão construir, em Itaquera, um estádio para 48 mil pessoas - distante, portanto, dos 68 mil lugares exigidos pela Fifa para que a arena abrigue a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2014.

Isso não significa que a cidade está fora da briga pelo cobiçado evento: o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu bancar, com dinheiro público, a diferença de 20 mil assentos que garantirá ao Estado a organização do primeiro jogo do Mundial.
A revelação foi feita ontem pelo diretor superintendente da empreiteira, Carlos Armando Paschoal. "Isso (a ampliação de 48 mil para 68 mil lugares) não está nos R$ 820 milhões (preço estipulado pela Odebrecht para a obra). Não está no nosso contrato. Será uma obra a ser contratada pelo governo de São Paulo".
Segundo a empresa, o custo da instalação (e posterior remoção) dos assentos adicionais não custará menos de R$ 70 milhões.

Emanuel Fernandes, secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional e coordenador do Comitê Paulista, confirmou o envolvimento do poder público na execução da obra - mas defende que se trata de um "apoio".
"Isso já acontece hoje. Eventos como a Fórmula 1 contam com o apoio logístico das esferas de governo, inclusive com a montagem de estruturas provisórias no autódromo. O mesmo vai ocorrer com a abertura da Copa, pois teremos um grande retorno com a exposição positiva da cidade e do Estado para o mundo inteiro", afirmou.

Para Fernandes, o caráter provisório da estrutura a ser usada em Itaquera justifica a participação financeira do Estado.
"O que o Estado vai fazer é dar apoio logístico ao evento de abertura da Copa e não ao estádio do Corinthians. Após a realização dos jogos, essa estrutura será retirada. Nenhum parafuso ficará com o Corinthians", explicou Fernandes, que disse que o governo estuda alugar a estrutura por "ser mais barato".

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