quarta-feira, 13 de julho de 2011

Destruir é fácil

Construir dá trabalho - Viva o Olhar Local de Crédito e Capacitação!

Terça-feira,dia 12,eu, Luis Claudio Marcolino e Ana Carolina, acordamos às 4:30hs para irmos para Brasilia, fazer reunião com o diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, do Ministério da Pesca, Sr. Luiz Oswaldo, para discutir projetos de piscicultura para Zona Sul da Cidade de São Paulo e para Região de Registro, no Estado de São Paulo. Além de trocar experiências sobre este trabalho no Brasil, havia nossa preocupação em ampliar a piscicultura no estado de São Paulo. As escolas querem comprar mais peixe para a merenda escolar, a população cada vez mais come peixe, havendo um aumento de 40% na produção de peixes no Brasil. Este trabalho de organização de cooperativas de criadores de peixes em tanques tem mostrado grandes resultados e São Paulo pode ajudar mais ainda pela sua dimensão populacional, de consumo e de produção.

Chegamos em São Paulo à noite, fomos correr atrás dos preparativos para as inaugurações de três unidades de Olhar Local Crédito, Capacitação e Desenvolvimento dos Moradores e Empreendedores de três bairros da Zona Sul, que representam quase 200 mil habitantes. Jardim Varginha, Vila Natal e Vargem Grande, todos bairros grandes, importantes, com muito comércio, muita gente que trabalha, tem renda, mas não tem Agências Bancárias para pagar as contas, para sacar dinheiro nem pegar dinheiro emprestado... São excluídos do sistema financeiro, moram na mais rica cidade do país, mas não tem agência bancária. Não tinham...


Flavio, presidente da Bancred, e Sr. Dermeval, pedreiro e presidente da Associação dos Moradores de Jardim Varginha, preparando o imóvel para a inauguração do Olhar Local - Crédito e Capacitação de Jardim Varginha. Primeira "agência bancária" da comunidade de mais de 40 mil habitantes.

Hoje, quarta-feira, dia 13 de julho, com a presença do Vice-Presidente do Banco do Brasil, Robson Rocha, com representantes do DRS-BB, Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil nacional e estadual, representante do diretor local do BB, deputados, vereadores e dezenas de líderes comunitários, nós inauguramos as novas dependências do Olhar Local Crédito e Capacitação. Agora estas comunidades tem como pagar suas contas, abrirem contas correntes no BB, fazerem aplicações, poupança e empréstimos. Passaram a ser brasileiros iguais a maioria que mora nas cidades grandes. É mais um resultado do governo Lula e Dilma: o povão passa a ser classe média e passa a ser cidadão brasileiro.

Tudo isto com muito respeito à população local. Os funcionários são todos moradores de seus bairros, treinados para atenderem bem à sua população. Não são qualquer correspondente bancários, são funcionários da Bancred, remunerados e com direitos que a grande maioria dos correspondentes bancários não tem. Com isto, queremos mostrar as banqueiros, ao Banco Central e ao próprio governo, que é possível fazer um Correspondente Bancários que se respeite à população, os trabalhadores, os direitos sociais e que gere trabalho e renda para a comunidade, e que os bancos ainda ganhem direito com isto. Sem ganância, mas com responsabilidade social.

Esta experiência piloto do Sindicato dos Bancarios de São Paulo, Bancred, Banco do Brasil e as Comunidades, pode servir de modelo tanto para São Paulo, como para todos o Brasil. Destruir é fácil, como nossa imprensa vive fazendo em relação a tudo que o governo faz, mas construir condições de melhoria de vida, de forma participativa com a população, dá trabalho, é muito mais difícil, mas nos engrandece muito quando vemos os resultados.

Como disse uma senhora, já velhinha, na inauguração de Vargem Grande: Deus me deu saúde e vida, para, depois de vinte e cinco anos morando em Vargem Grande, ver uma agência bancária na comunidade, e ser inaugurada com a presença de tanta lideranças locais, sindicalistas, vereadores, deputados e até o Vice-presidente do Banco do Brasil. É um novo Brasil, é o Brasil do futuro que chegou também para os pobres e esquecidos.

Assim, aos poucos, o Brasil vai passando a ser de todos, com todos e para todos. Isto é Democracia Participativa.

3 comentários:

  1. Parabéns a todos que participaram dessa iniciativa. Parabéns especiais ao Gilmar, que além de tudo a divulgou aqui no blog. Porque... na grande imprensa... não sei não. Será que vai dar manchete na Folha de SP?

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  2. Companheiro e amigo Gilmar Carneiro,

    Com todo o respeito que tenho por ti, digo que o Banco do Brasil SA não precisa de correspondente bancário para abrir uma agência bancária em um local com a grandeza que você nos descreveu.

    Até porque um banco que apresenta um lucro na casa dos 12 bilhões ao ano pode muito bem ter uma parte de sua rede de agências dando RESULTADOS SOCIAIS e não financeiros.

    Eu defendo o fim do correspondente bancário, pois apesar da boa vontade do governo federal atual em "bancarizar" a população brasileira nos rincões onde não houvesse agências bancárias, o que vimos foi a esperteza dos banqueiros (bancos públicos incluídos) de transformar o projeto de bancarização em uma forma de segmentação dos clientes em "gente vip" e "gente de outras castas" visando o lucro e a redução de direitos da categoria bancária.

    Louvo a sua boa vontade com o tema, mas discordo da existência do correspondente bancário no Brasil.

    Vou lutar e espero ver um dia a bancarização ocorrendo somente com trabalhadores bancários com os direitos da categoria, incluindo piso, VR, VA, PLR, etc.

    Só para constar: sou defensor também das cooperativas de crédito e outras formas de fazer chegar o crédito barato à população, mas não com essa usurpação dos direitos dos bancários que virou as resoluções do bacen que permitem os cobans no Brasil.

    HOJE, os bancos podem criar vários tipos de coban para pobres e reduzir o número de seus bancários a uns 5 ou 10 mil para atuarem com as carteiras mais rentáveis.

    Não posso concordar com isso, mesmo vendo projetos que têm boa intenção.

    Abraços fraternos, William Mendes

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  3. Olá companheiro Gilmar.

    Estou esperando a liberação do comentário que fiz nesta matéria. Como sei que você está aprendendo a lidar com o blog, acho que você passou um período sem liberar comentários.

    Caso não tenha sido isso, precisamos conversar.

    Abraços, William

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