terça-feira, 31 de maio de 2011

Vitórias que mexem com todos

O leilão do Banco Postal vai dar o quê falar.

É bom olhar a tabela e trabalhar com os resultados.

É hora de muita reflexão e de orar e vigiar bastante.

Vejam a matéria abaixo:

BB desbanca Bradesco e vence leilão para Banco Postal

SOFIA FERNANDES – UOL DE BRASÍLIA - 31/05/2011 - 15h29

O Banco do Brasil acaba de vencer leilão para ser parceiro dos Correios no Banco Postal, com um lance de R$ 2,3 bilhões. O banco terá direito de atuar, inicialmente, em 6.195 agências postais a partir de 2 de janeiro de 2012.

Há dez anos, desde sua criação, o Banco Postal é comandado pelo Bradesco. Pela primeira vez outra instituição bancária cuidará desse negócio, que em 2010 apresentou um lucro de R$ 820 milhões.

O leilão aconteceu em 12 rodadas, com Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Caixa Econômica no páreo. Em seu último lance, o segundo colocado Bradesco ofereceu R$ 2,25 bilhões.

O Banco Postal oferece serviços bancários básicos, como abertura de conta corrente, saque e pagamento de benefício do INSS.

O contrato entre Correios e Banco do Brasil é de cinco anos, e deverá ser assinado dentro de 15 dias. Dez dias após a assinatura, o banco deverá pagar os R$ 2,3 bilhões, que é o valor de acesso ao negócio.

Até 2 de janeiro, o banco deverá pagar também aos Correios R$ 500 milhões, referentes ao valor estimado das agências do Banco Postal. Ao longo dos cinco anos de contrato, os Correios deverão receber ainda um mínimo de R$ 350 milhões pela participação nas tarifas cobradas.

Puderam participar do leilão instituições financeiras ou instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central que tenham ativo igual ou maior a R$ 21,6 bilhões e patrimônio líquido igual ou maior a R$ 2,160 bilhões.

O edital publicado pelo governo determina uma tabela de tarifas, entre elas R$ 28,08 para abertura de conta-corrente e poupança, R$ 1,40 para saque em conta-corrente e poupança, R$ 0,97 para consulta de saldo e R$ 1,44 para pagamento de benefícios do INSS.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Orai e Vigia, sempre...

Cortaram as unhas do leão...

Política é coisa de profissional... Esta frase é muita ouvida no Brasil. Mesmo quando a política significa uma democracia que manteve muita coisa da Ditadura Militar que controlou o país por mais de vinte anos. Ser profissional aqui tem a conotação mais pejorativa possível.
Porém, uma coisa é certa, se há algo que não combina com representação política é arrogância e prepotência. E parece que andou sobrando um pouco de cada pelas bandas da Casa Civil.

E as raposas não deixaram por menos. Esperaram a hora certa para dar uma “demonstração de força” e testar a arrogância do ministro. E, pelo jeito, e apesar do método sujo, o ministro sentiu o tranco. E o coice do tiro sobrou para o governo como um todo, para a presidenta e principalmente para nosso partido. O núcleo dirigente atual do PT demorou a perceber a arrogância do ministro, como também demorou a perceber a armação do golpe “da base do vale tudo”. Enfim, nosso bloco perdeu e o vale tudo ganhou. Agora estamos, como se diz no futebol, no “um a um”. Eles perderam na composição do governo e ganharam agora no código florestal. E ainda ameaçam desempatar o jogo pela direita. Afinal, o PSDB já mudou a direção do partido, sinalizando que Aécio está pronto para acolher “a base do vale tudo” para as eleições futuras.

A trégua foi firmada. Foi cara, mas já está em vigor. A imprensa já se recolheu, os partidos já mudaram o discurso e o ministro precisa curar suas feridas. Ainda é preciso saber o que a Rede Globo está querendo. Ela apresentou alguma fatura que não foi atendida. O governo deve saber o que é e tomar providências. Ou aceita a fatura da Globo e acabar a baixaria, ou vai para o confronto. Não pode é ficar passivo. E o PT precisa analisar bem se os seus representantes estão desempenhando bem suas tarefas e, se for o caso, trocá-los.

Faz parte do jogo.

A hora é de profissionais! Não de profissionais do “vale tudo”, mas de profissionais da democracia participativa, moderna e transparente. Não podemos ficar refém do atraso, precisamos reconhecer que ele existe e que precisamos respeitá-los, mas não ficar refém deles. Como fazer isto? A melhor pessoa para responder esta pergunta chama-se Luis Inácio Lula da Silva. Nunca na história deste país, um presidente governou com tanto apoio popular e social, além de contar com o apoio dos banqueiros e dos empresários.
Lula dá mais qualidade ao processo democrático e pode evitar tragédias futuras.

Enfim, entre mortos e feridos, salvaram-se todos...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mino Carta e Palocci

Depois de explicitar minhas angústias conjunturais, ao ler no final da tarde o Editorial da Revista Carta Capital de 27 de maio de 2011, assinado por Mino Carta e considerando sua autoridade como jornalista e “companheiro libertário”, resolvi mostrar os pontos do Edital que achei mais relevantes para compartilhar com vocês. Muita gente boa está tendo coragem de mostrar suas angústias ou preocupações. E ler Mino Carta é sempre uma delícia.

“A posição da mídia nativa em relação ao Caso Palocci intriga os meus inquietos botões. Há quem claramente pretenda criar confusão. Outros tomam o partido do chefe da Casa Civil. Deste ponto de vista a Veja chega aos píncaros: Palocci em Brasília é o paladino da razão e se puxar seus cadarços vai levitar.

As ações de Palocci despencaram quando surgiu em cena o caseiro Francenildo, e talvez nada disso ocorresse em outra circunstância, porque aquele entrecho era lenha no fogo da campanha feroz contra a reeleição de Lula. Sabe-se, e não faltam provas a respeito, de que uma contenda surda desenrolava-se dentro do governo entre Palocci e José Dirceu. Consta que o atual chefe da Casa Civil e Dilma não se bicavam durante o segundo mandato de Lula, o qual seria enfim patrocinador do seu retorno à ribalta.
E com poderes largos, como grande conselheiro, negociador junto à turma graúda, interlocutor privilegiado do mercado financeiro e do empresariado, a contar com a simpatia de amplos setores da mídia nativa.

Está claro que se Lula volta à cena para orquestrar a defesa de Palocci com a colaboração de figuras imponentes como José Sarney, o propósito é interferir no jogo do poder ameaçado e garantir a estabilidade do governo de Dilma Rousseff, fragilizado nesta circunstância.

A explicação basta? Os botões negam. CartaCapital sempre se postou contra a busca do poder pelo poder por entender que a política também há de ser pautada pela moral e pela ética, igual a toda atividade humana.

Fatti non foste a viver come bruti, disse Dante Alighieri. Traduzo livremente: vocês não foram criados para praticar, embrutecidos, a lei do mais forte. Nós de CartaCapital poderemos ser tachados de ingênuos, ou iludidos nesta nossa crença, mas a consideramos inerente à prática do jornalismo.

Devo dizer que conheço muito bem a história do Partido dos Trabalhadores. A primeira reportagem de capa publicada por uma semanal sobre a liderança nascente de Luiz Inácio da Silva, dito o Lula, remonta a começos de fevereiro de 1978. IstoÉ foi a revista, eu a dirigia. Escrevi a reportagem e em parceria com Bernardo Lerer entrevistei o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, na vanguarda de um sindicalismo oposto ao dos pelegos.

Dizia a chamada de capa, estampada sobre o rosto volitivo do jovem líder: Lula e os Trabalhadores do Brasil. Já então sabia do seu projeto, criar um partido para defender pobres e miseráveis do País. Ao longo do caminho, o partido soube retocar seu ideário conforme tempos diferentes, mas permaneceu fiel aos propósitos iniciais e como agremiação distinta das demais surgidas da reforma partidária de 1979, marcado por um senso de honestidade e responsabilidade insólito no nosso cenário.

Antonio Palocci é apenas um exemplo de uma pretensa e lamentável modernidade, transformação que nega o passado digno para mergulhar em um presente que iguala o PT a todos os demais.

Parece não haver no Brasil outro exemplo aplicável de partido do poder, é a conclusão inescapável. Perguntam os botões desolados: onde sobraram os trabalhadores? Uma agremiação surgida para fazer do trabalho a sua razão de ser, passa a cuidar dos interesses do lado oposto.

Não se trataria, aliás, de fomentar o conflito, pelo contrário, de achar o ponto de encontro, como o próprio Lula conseguiu como atilado negociador na presidência do sindicato.

E como não anistiar o ex-camarada Palocci?

Lula fez um bom governo, talvez o melhor da história da República, graças a uma política exterior pela primeira vez independente e ao empenho a favor dos pobres e dos miseráveis, fartamente demonstrado. CartaCapital não regateou louvores a estes desempenhos, embora notasse as divergências que dividem o PT em nome de hipócritas interpretações de uma ideologia primária.

Na opinião de CartaCapital, e dos meus botões, não é tarefa de Lula defender o indefensável Antonio Palocci, e sim de ajudar a presidenta Dilma a repor as coisas em ordem, pelos mesmos caminhos que em 2002 o levaram à Presidência com todos os méritos.”

A guerra continua!

Quanto custa a Paz?

No lançamento do Noticiário de Heródoto, Ricardo Kotscho disse que a crise de Palocci seria resolvida nesta semana. Mesmo com a intervenção de Lula. A guerra continua. Pode diminuir ou aumentar neste fim de semana.

Ficou evidente, durante a semana, que a Paz tem preço. Isto não é novidade no Brasil. Os valores e as formas de pagamentos são variáveis e fazem parte do jogo. E aí está o “x” da questão. Quanto custa para compor o segundo escalão do governo? Será que vamos deixar melar as Olimpíadas e a Copa do Mundo em função deste “jogo sujo”? Onde as coisas não são explicitadas?

Será que, para governar no Brasil, somos obrigados a “jogar este jogo”?
A imprensa tem sido cínica. Acoberta seus aliados e denigre seus adversários. Faz parte deste jogo. O ministério público e o judiciário não servem com exemplos de neutralidade. Os políticos já não gozam de boa imagem e não contribuem muito para melhorá-la.

Derrubamos a ditadura para restabelecer a democracia. Fizemos uma Constituinte Livre e Soberana. Criamos 28 partidos políticos. Mais de 10 centrais sindicais. Reorganizou-se o movimento estudantil. Para isto?

Será que, para se criar um novo pacto de governabilidade política, econômica e social, teremos que voltar às ruas com passeatas, greves e até mortes, como no Oriente Médio?

Será que a direita só aceita a Paz se ela voltar a ser hegemônica? Se for isto, como devemos agir para garantir a Paz daqueles que querem trabalhar e melhorar de vida, sem ter que parar toda hora em função da “guerra suja”?

Não estou dizendo que é para proteger os petistas que erram. Estou dizendo que devemos ter um código de conduta para o setor público e também para o privado. Não devemos acobertar erros de ninguém. Inclusive não aceitando a manipulação das noticias, da justiça e da segurança pública.

Lula conseguiu manter o equilíbrio das forças sociais e políticas. Conseguiu manter a economia com crescimento constante. Mas é preciso também lembrar que Lula foi melhor no segundo mandato do que no primeiro, quando ele seguiu a ortodoxia na economia. Ter Lula como articulador político atuando claramente é bom para todos. Não adianta a direita reclamar. Se queremos a Paz, necessariamente precisamos todos conversar com Lula. É preferível ele entrar para a História vivo, como Mandela, do que entrar morto como Vargas.
Os tempos são outros e a história não se repete, como dizia um velho barbudo.

Mas, apesar da guerra suja, aproveite o fim de semana para passear, ler e ficar com a família. Vamos fazer nossa parte de forma saudável.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ainda bem que ele voltou

Lula relata a Palocci insatisfação de aliados

Algumas pessoas são determinantes

Mais uma vez a tempestade surge no ambiente de Palocci e ainda bem que temos Lula para botar ordem no galinheiro. É como administrar uma grande empresa. Têm chefes, superintendentes, diretores, donos, mas, em determinadas situações, é preciso ter alguém com autoridade para botar ordem na desordem. Mais uma vez Lula mostra ao Brasil o quanto ele é importante para nossa democracia. É claro que a direita está histérica com a volta de Lula. Estava fácil desorganizar o governo. Até Garotinho estava faturando! Ele também precisa de “boquinhas”. Lembram?

Mas ainda bem que temos Lula.
Para a felicidade geral da nação, diga ao povo que fica.

Vejam abaixo a boa matéria de Vera Rosa e Christiane, no Estadão:

Para Lula, ou ministro atende parlamentares
ou até base pode apoiar CPI no Senado

25 de maio de 2011 - Vera Rosa e Christiane Samarco, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Preocupado com as insatisfações e ameaças da base governista no Congresso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu nesta quarta-feira, 25, a senha da operação destinada a abafar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Em conversa reservada com Palocci, na terça-feira, 24, Lula foi taxativo: avisou que ou o ministro atendia os parlamentares ou até aliados poderiam endossar uma CPI no Senado, encurralando o Planalto.

O ex-presidente relatou o diálogo que teve com Palocci durante café da manhã com dez líderes de partidos aliados do governo, nesta quarta, na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Você tome cuidado porque sua situação no Congresso não é boa. Todo mundo está insatisfeito com sua conduta", disse Lula a Palocci, de acordo com relatos de senadores.
Na tentativa de evitar a CPI, Palocci passou a telefonar para os senadores e pedir apoio. Disse estar sendo vítima de uma "campanha de difamação" e se prontificou a marcar conversas privadas com os parlamentares, para esclarecer as denúncias que pesam contra ele.

Lula jantou com a presidente Dilma Rousseff, Palocci, Gilberto Carvalho (ministro da Secretaria-Geral da Presidência), Miriam Belchior (Planejamento) e com seu assessor Luiz Dulci, na terça-feira, no Palácio da Alvorada. Cobrou de Dilma e Palocci mudanças urgentes na articulação política do governo, disse que era preciso atender os aliados na montagem do segundo escalão e acenou com um cenário nada animador.

Para Lula, se o governo não agir rápido para conter os dissidentes da base aliada e estancar a crise, a CPI no Senado pode sair.

Queixas. Na manhã de terça-feira, um dia depois de almoçar com senadores do PT, o ex-presidente ouviu mais queixas dos líderes da base aliada - do PMDB ao PTB, passando pelo PR e PP- e assumiu as rédeas da coordenação política do governo.
Em tom de apelo, Lula pediu um "voto de confiança" em Palocci e, mais uma vez, tentou contornar a crise política, sob o argumento de que o alvo da oposição é o governo Dilma.
"Palocci é o homem que prestou muitos serviços ao nosso governo e não podemos desampará-lo", disse o ex-presidente. Enquanto o café era servido, com pastel de queijo e bolo de aipim, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) "monitorava" o andamento das comissões no Senado, pelo celular, na tentativa de barrar qualquer pedido de convocação de Palocci.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

É hora de reação

Estão nos desafiando

Façam um giro pelos blogs, pelos sites, pelos jornais, rádios e TVs e tendem entender o que está acontecendo. A sensação é de confusão geral, que o governo e o congresso estão confusos e que o país está em crise. É isto que o pessoal que perdeu a eleição quer passar para a população. E está conseguindo.

Se conseguimos unificar nosso povo nas eleições, como explicar este atavismo?
Em primeiro lugar porque o governo está na defensiva com o caso Palocci. Em segundo com esta votação do código florestal. Ninguém entende ninguém e os fazendeiros estão fazendo a festa. O partido não pode fingir de morto, o partido tem a obrigação de agir rápido para evitar desgaste do governo. O movimento sindical precisa estar presente de forma explícita, defendendo os trabalhadores e suas famílias, o que inclui a questão ambiental e a ética na gestão pública e privada. Os movimentos sociais e os blogueiros são os mais ativos e mais presentes. Isto faz parte desta nova realidade mundial. A internet possibilita uma ação social mais efetiva e imediata do que a dos sindicatos e partidos.

Mas, os blogueiros também estão confusos, porque a pessoas que são suas referências estão omissas e ficamos sem unificar o discurso. Não podemos ficar reféns da omissão das nossas referências. Mas do que ter pessoas como referências, precisamos ter uma pauta de princípios e regras que sirvam como referências para nossos comportamentos e como código de conduta para todos os atores sociais.
O caos não é parceiro da liberdade, o caos é parceiros do autoritarismo, seja de direita ou de esquerda. E a melhor maneira de combater o caos numa sociedade de quase 200 milhões de pessoas é termos nosso código de referência e apresentá-lo a todos.

A Primavera Árabe está exigindo novas regras para o Oriente Médio. A Espanha sinaliza novos ventos. Os melhores ventos que tivemos na história brasileira foram com a prática de democracia econômica e social praticada por Lula. Precisamos continuar os avanços e consolidar as conquistas. Se facilitarmos, os conservadores nos farão retroceder.

É hora de falar!
Que cada um apresente sua posição e vamos construir nossa unidade de ação!
Brasil: O Futuro é Agora!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ele voltou...


Valeu a espera, Heródoto está de volta

Foi como se fosse um final de campeonato. Sentado no sofá, controle remoto na mão e a expectativa de ver novamente Heródoto na televisão, com seu novo noticiário e sua nova equipe. Todos disseram que estavam nervosos, como se fossem principiantes, mas eram todos profissionais gabaritados. Era tudo só emoção!

E Heródoto abriu o noticiário com dois assuntos muito polêmicos e uma presença agradável:
Abriu falando da crise de Palocci e também do Metrô de São Paulo. A agradável presença ficou por conta da saudação especial dada por Lula, desejando muita sorte, muito sucesso e tendo certeza na capacidade jornalística de Heródoto.

No geral, foi bom. Ricardo Kotscho até aviou que Dilma já sarou da pneumonia e que, se Palocci sair, o provável substituto será Gilberto Carvalho. Como é bom ter jornal alternativo! Só em não ter que ouvir certos comentaristas horríveis da Globo News já é um grande alívio.
É bom ter alternativas. A Band News também tem seu espaço, mas falta vida e é muito repetitivo. Viva a pluralidade!

O curioso é que, a força da pluralidade na televisão não vem dos canais laicos (não religiosos), vem exatamente do canal bancado pelos Evangélicos. Isto é muito estranho, um país onde a mídia televisiva é controlada por algumas famílias de políticos, alguns empresários, os evangélicos e a Igreja Católica. Os outros segmentos da sociedade não estão presentes.
É a herança da ditadura.

 Hoje pela manhã várias pessoas vieram me dizer que, embora assinem TV a cabo, não tem acesso ao Canal Record News. Apesar de criticar o alto custo da Net, meu pacote inclui a Record News. Melhor dizendo, minha assinatura inclui também o Heródoto na TV.

Vida longa a Heródoto e toda a sua equipe de profissionais!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Voce não vai ver na grande imprensa


CUT participa de reunião dos 50 anos da OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
 
O presidente da CUT, Artur Henrique, e dirigentes sindicais de diferentes países participam, a partir de hoje, 23 de maio, da Semana dos 50 anos da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Artur é o único sindicalista latinoamericano a participar do encontro.

Nesta segunda, os dirigentes sindicais se reuniram no âmbito da TUAC (Trade Union Advisory Committeee), órgão consultivo que municia a OCDE com propostas originadas a partir dos debates entre organizações de trabalhadores.

Na quarta, dia 25, Artur fala ao plenário da OCDE, durante sessão sobre governança global, sobre mudanças necessárias nas diretrizes da organização para a atuação das multinacionais em todo o mundo.

Artur vai defender a posição dos trabalhadores para um novo texto das diretrizes - documento em vigor em todos os países signatários e que define limites e responsabilidades para as empresas que atuam fora de seus países de origem.

Os debates para as mudanças nas diretrizes já duram um ano.
A CUT defende que, no Brasil, a representação da OCDE seja mais bem estruturada e tenha mais independência em relação a ministérios, como forma de aperfeiçoar seu papel de mediação de conflitos. Quanto ao texto das diretrizes, a Central defende, especialmente, a inclusão de um capítulo sobre direitos humanos. Mais rigor na proteção dos salários e dos empregos é outra mudança cobrada pela CUT.

Este é um assunto que, se nossa imprensa fosse séria, independente da coloração política, deveria aparecer nos noticiários das TVs, Rádios, Jornais e Revistas.

Mas, como nossa grande imprensa é provinciana e partidarizada, esta noticia só vai aparecer nos jornais sindicais. É uma pena!

Quem sabe, o próprio movimento sindical aprenda a ter uma visão mais ampla e crie sua Grande Imprensa, voltada mais para as Famílias dos Trabalhadores e para a Sociedade.

Democracia não se ganha, conquista-se!

Invasão de Privacidade


Qual é o limite para as prestadoras de serviços?

O mundo moderno trouxe o telefone celular, o speed, a TV por assinatura, e muitas outras coisas. Mas, trouxe também o inferno que é este pessoal telefonando para nossa casa oferecendo serviços, cobrando mais e tirando o sossego da gente.

Neste fim de semana, pela centésima vez, telefonou o pessoal da Telefônica oferecendo speed com fibra ótica. Eu, como sempre, respondi: “Desde que eu não tenha que pagar mais, fiquem à vontade!” A resposta foi a mesma de sempre: “Custa um pouco mais, mas o benefício é grande.” Eu respondi que não pago mais nada a mais para a Telefônica, a Net e a TIM.

É uma falta de respeito geral!
Você paga por um serviço e tem que agüentar este inferno. Assinei a Net para ficar livre da propaganda abusiva nos canais abertos e hoje todos os canais de assinatura tem propaganda! E ainda querem cobrar mais? As empresas de telefone celular são a mesma coisa. A TIM faz a propaganda, quando você vai ver o serviço é uma m..... e ainda é mal atendido.

É preciso por limite nisto tudo. As medidas coercitivas precisam ser mais eficazes. A nossa vida privada não está preservada em quase nada. Com quem podemos ou devemos contar? Confesso que não acredito muito nos agentes atuais. Lembram da música de Chico Buarque: Chame o ladrão! Na verdade, a gente sobrevive neste turbilhão.
Se o dia a dia é difícil, imaginem quem trabalha no Itaú e vê centenas de colegas serem demitidos? Já são mais de mil bancários demitidos. E o lucro do banco vai para 14 bilhões/ano. Tudo isto em nome da eficiência e da rentabilidade. E o ser humano, onde fica?

A incerteza é o pior inimigo humano. Quando não nos sentimos protegidos pela Sociedade ou pelo Estado, a tendência é procurarmos outras alternativas de segurança. Isto abre portas para mais incerteza.
Imaginem as pessoas que são assaltadas à mão armada e as que têm parentes assassinados como foi o caso do estudante da USP? Eu tenho só uma filha. Se aprontarem com ela, o pessoal vai ver o capeta. Mas soluções individuais não são suficientes. Precisam ser coletivas.

Enfim, estamos começando uma nova semana e devemos estimular o lado positivo da vida. Mas, como o fim de semana foi de “invasão de privacidade” e estão na moda as “revoltas populares”, eu estou registrando meu protesto contra as empresas de prestação de serviços e a incapacidade de os governantes botarem limites.

Cada um deve fazer sua parte e eu tenho feito a minha. Vamos multiplicar as reações?
O futuro é agora!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

De São Paulo para o Mundo


Bancário de SP é o novo chefe mundial da UNI Finanças

Um dos males que a ditadura militar fez ao Brasil foi a redução da presença da sociedade civil e do movimento sindical no cenário internacional. Durante a ditadura, como os sindicatos estavam sob intervenção, o espaço internacional foi ocupado por representantes de outros países da América Latina e Caribe.

Com a retomada da Democracia, a criação da CUT, de outras centrais sindicais, dos partidos políticos e da vida cultural, o processo natural foi o aumento da nossa presença nas instituições mundiais. Outro fator que ajudou este processo foi o fim da guerra fria com o fim da União Soviética. Antes o mundo estava organizado em três centrais mundiais, agora temos praticamente uma só. A CUT, por ser de esquerda, mas não ser comunista, no início não se filiou a nenhuma central. Depois, por aproximação com a Internacional Socialista, se filiou a central mais socialista e social democrata, mesmo eles nos vendo como de esquerda e criando dificuldades para termos cargos.

Com a vitória de Lula para presidência da república e, de lá para cá, tudo ficou mais fácil. O mundo ver o Brasil melhor do que a nossa imprensa divulga. O Brasil passou a ser um grande e importante ator mundial. Hoje os brasileiros são respeitados em qualquer instância. Principalmente os segmentos representantes da CUT e do PT. Depois de vários anos participando na organização sindical mundial dos bancários, finalmente tivemos a alegria de vermos um colega de São Paulo ser escolhido para ser o chefe mundial do setor dos bancários.  

Márcio Monzane é o novo chefe mundial da UNI Finanças, braço para o setor financeiro da UNI Finanças - Sindicato Global, entidade que representa cerca de 900 sindicatos e 20 milhões de trabalhadores do setor de serviços em todo mundo.
Ele substitui o alemão Oliver Roethig, que passa a ser secretário regional da UNI Europa a partir do dia 23 de maio. Brasileiro, funcionário do Santander e ex-diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Monzane ocupava o cargo de diretor regional da UNI Américas.

Em entrevista à Contraf-CUT, o dirigente afirmou que a conquista é fruto de um trabalho coletivo desenvolvido pelos trabalhadores da América Latina. "É a primeira vez que tem um brasileiro trabalhando na sede da UNI global e a primeira vez também que um não-europeu assume como chefe da UNI Finanças para o mundo. É uma conquista importante, mas traz uma responsabilidade maior ainda, pois seremos observados e cobrados também por esse prisma", afirma Monzane.

O presidente da UNI Américas Finanças e da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, parabenizou Monzane. "É uma conquista justa por conta do trabalho que ele desenvolveu como diretor regional da UNI Américas, de organização das redes sindicais e mobilização dos sindicatos. O Márcio é um articulador nato, com amplo conhecimento do sistema financeiro e certamente desempenhará um papel importante na UNI Finanças", sustenta.

Em comunicado, o secretário-geral da UNI Sindicato Global, Philip J. Jennings, destacou o histórico de Monzane na UNI Américas desde 2004. "Ele está totalmente consciente dos planos de trabalho ambiciosos da UNI Finanças e transformou o trabalho no setor na UNI Américas", destaca. "Márcio tem um importante papel nas negociações com vistas a um acordo global com o Banco do Brasil. Sua experiência nacional e internacional oferece sólido cimento para seu êxito como chefe de departamento", frisou.

Brasil: O  futuro é agora!