quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Como recuperar a soberania nacional?

Como recuperar a dignidade nacional Viver, é melhor que sonhar... Como sonhar e viver? Sentimos que tanto o Brasil como cada um de nós, passamos por mudanças substanciais. Como o governo Bolsonaro é uma tragédia, tendemos a centralizar as criticas ao governo federal. No entanto, a crítica é muito mais ampla. Estamos perdendo nossa estrutura pública e acabando com nossas políticas sociais e de infraestrutura. Até os anos sessenta, o Brasil evoluía e incorporava a maioria da população, ao mesmo tempo era um dos países que mais crescia no mundo. Nos anos setenta, os governos militares passaram a substituir as políticas públicas por serviços privados, estimulando e subsidiando o crescimento de escolas particulares, em detrimento das escolas públicas. Começaram nas faculdades e agora chegou ao berçário. Tudo privado. A saúde pública resistiu mais tempo, em função do alto custo e da qualidade do SUS. Agora até os consultórios dos médicos estão sendo privatizados. O abastecimento e a infraestrutura cresce aceleradamente no setor privado e cresce no setor aéreo e de comunicação. O que falta ser privatizado? O que sobra do setor financeiro e da soberania nacional, como a Amazônia e a Petrobrás. Com as eleições do ano que vem, 2022, mesmo a esquerda crescendo e até ganhando o governo federal e alguns Estados, haverá uma hegemonia tão forte do neoliberalismo que levará o Brasil a um grande impasse: Ou busca-se a criação de uma frente ampla para dar um basta ao neoliberalismo; Ou teremos que fazer uma política de conciliação e subordinação ao neoliberalismol. Para o Brasil recuperar a dignidade e a soberania nacional, terá que abrir este debate. E, para isto, vamos precisar do apoio de todos. Devemos sonhar e viver. Viver e sonhar. Não existe um sem o outro.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Dom Paulo, um exemplo de coragem e de solidariedade

Dom Paulo: Um exemplo de coragem A Folha, quando quer, ajuda. Vejam este belo trabalho de Eduardo Reina O UOL analisou documentos secretos da ditadura militar... EUA monitoraram Paulo Evaristo Arns logo que ele assumiu arquidiocese de São Paulo Eduardo Reina - Colaboração para o UOL, em São Paulo - 30/10/2021 04h01 Em 1971 a ditadura militar estava muito forte Três agentes do Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo) prenderam a assistente social Yara Spadini no momento em que ela entrava na sacristia da paróquia São José, no bairro de Americanópolis, na zona sul paulistana. Era o dia 27 de janeiro de 1971. Ditadura militar apresentou aos EUA plano de invasão do Uruguai em 1971 Ao tomar conhecimento da situação, dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo havia menos de três meses, começou a batalhar pela soltura de Yara e Giulio. 25.out.1985: Homenagem a Paulo Evaristo Arns no ato solene de entrega do 7º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos Documentos secretos dos Estados Unidos mostram como o religioso, célebre pela defesa dos direitos humanos e por enfrentar a ditadura militar, foi monitorado pelos órgãos de repressão e também por diplomatas estadunidenses, a partir do momento em que ele assumiu a arquidiocese de São Paulo, em novembro de 1970. Dom Paulo Evaristo Arns, cujo centenário de nascimento em setembro foi objeto de homenagens póstumas, morreu em São Paulo aos 95 anos, no ano de 2016. Motivos da prisão Mas por que Yara e Giulio foram presos? "Inicialmente, Yara foi detida para averiguações pedidas pelo comando do 2º Exército", afirmou Giulio Vicini. Os agentes da repressão procuravam alguém de nome Yara, que estaria ligada a prisões de militantes de esquerda na cidade de Mauá, na Grande São Paulo. "O nome Yara também constava da agenda de uma religiosa detida em Belo Horizonte, na mesma época." Silva morreu na prisão sob tortura em janeiro de 1971, quando tinha 22 anos de idade. O governo não deu explicações sobre o caso. A intenção de Giulio Vicini era encaminhar a denúncia para os bispos reunidos em um congresso no mosteiro de Itaici, interior paulista. "Em seguida fomos levados ao Deops, numa perua Veraneio C-14, muito utilizada pelos órgãos de repressão", conta Vicini. Sessão de tortura Giulio e Yara foram submetidos a torturas durante toda a madrugada do dia 28 de janeiro, uma quarta-feira. Por volta de 6h do dia seguinte, foram colocados em celas. O padre ficou na cela 5, e Yara, na 3. Yara foi torturada na cadeira do dragão, equipamento em que a pessoa tomava choques elétricos atada a vários fios. Já Vicini apanhou muito e sofreu vários tipos de tortura durante dias. Os dois foram transferidos ao Presídio Tiradentes, na capital paulista. Vicini foi levado à mesma cela em que estavam detidos frades dominicanos. Yara foi encaminhada à chamada "Torre", onde havia aproximadamente trinta presas políticas — entre elas, a ex-presidente da República Dilma Rousseff. Intervenção de dom Paulo Evaristo Arns Já no presídio foram visitados por dom Paulo Evaristo Arns, que pediu que fizessem relato por escrito das torturas sofridas. Com base nesses depoimentos, ele elaborou um texto de denúncia e ordenou que fossem fixadas cópias nas portas de todas as paróquias e oratórios da Arquidiocese de São Paulo. Em 4 de fevereiro de 1971, nota assinada pelo religioso denunciou as torturas e proclamou o direito de defesa de todo cidadão. Por aqueles dias, o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Robert Corrigan, enviou um telegrama ao Departamento de Estado dos EUA, em Washington. No documento, ele afirma que o arcebispo confrontava o general-presidente Emílio Garrastazu Médici e sugere a deportação do padre Giulio Vicini. No documento dos EUA, Robert Corrigan fala que a acusação da Justiça Militar foi feita com base "em supostas violações da lei nacional de segurança [sic]" -o nome correto é Lei de Segurança Nacional. O diplomata relata que o padre foi acusado de preparar e ter sido flagrado com estêncil "para panfleto subversivo a ser distribuído entre trabalhadores com o objetivo de virá-los contra autoridades devidamente constituídas". A estratégia do arcebispo paulistano, que levou ao conhecimento público e internacional as prisões arbitrárias de Vicini e Yara, foi "eficaz tanto para a proteção da integridade física dos presos, que não teriam mais sido submetidos a subsequentes sessões de tortura, quanto para dar agilidade ao andamento de seus processos da Justiça Militar", esclarece Cátia Regina Rodrigues em texto de mestrado de 2008 na USP. Absolvição de Yara e Vicini O trâmite judicial cumpriu os prazos legais e foi encerrado em dois meses. Yara permaneceu detida no Presídio Tiradentes nesse período. Foi absolvida por absoluta falta de provas em 31 de março de 1971, segundo o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. Vicini foi condenado em primeira instância a seis meses de detenção, com redução de um terço da pena, permanecendo no presídio por mais dois meses. Depois, foi absolvido pelo próprio STM (Superior Tribunal Militar), por unanimidade, em 30 de agosto de 1971, quando voltou a assumir suas funções de vigário na paróquia São José. Contudo, a condenação no processo em 1971 e a sugestão dada pelo cônsul-geral dos EUA, Robert Corrigan, rendeu a Giulio Vicini um processo de expulsão do Brasil. A ação só foi instaurada em 1973, quando ele já estava casado com Yara Spadini. Um ano antes, Vicini havia deixado o Pime (Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras), cuja sede era na Itália e com representação no Brasil, em meio ao momento conturbado das prisões e tortura. Yara e ele se casaram e tiveram um filho, razão pela qual o processo de expulsão não pôde ter tido continuidade. Giulio Vicini pediu ao governo brasileiro sua naturalização, em 1994. O pedido foi recusado inicialmente, sob alegação de ter sido condenado em processo político no ano de 1971. Um recurso judicial reverteu a situação, pois ficou comprovado que ele havia sido absolvido em segunda instância. Obteve a naturalização em janeiro de 1995. Após deixar a prisão, Yara retomou seus trabalhos na arquidiocese católica na região sul paulistana. Em agosto de 1973, assumiu o trabalho de assistente social na Fundação IBGE, de onde foi demitida por ter sido presa política.

sábado, 30 de outubro de 2021

Família, Futebol e Felicidade podem combinar?

Família, futebol e felicidade podem combinar, sim. Podem se houver respeito e educação. Muita gente brigou na familia por ter sido agredido verbalmente. E, muita gente que votou num candidato, se arrependeu e vai votar num candidato melhor. A maioria vai votar no Lula e não quer ser agredido porque errou o voto. Errar é parte do aprendizado. E ninguém sairá ganhando se for agressivo com o outro. Os alemães erraram ao aceitar o nazismo? Erraram. E hoje tem o melhor exemplo. Tem Angela Merkel como pacificadora, sem negar os erros. No Brasil e em toda América Latina vivemos uma ditadura violenta e, ao ver a UOL, que é da Folha, publicar longa resportagem mostrando que os Estados Unidos apoiaram e agiram nas ditaduras, fico contente. Tem gente que nega os fatos. Hoje saiu uma longa matéria com Dom Paulo Evaristeo Arns. Precisamos amar. E os religiosos têm a obrigação de amar. Nós, casados e com filhos, temos a obrigação de falar de nosso amor. E os que não sabem amar ou receber amor, estes precisam ainda mais de todos nós.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Eu só queria ser feliz. Pode?

Porque abrimos mão da liberdade e da época de ouro? João Gilberto e Cazuza viveram a época de ouro do Brasil O Brasil de 1958 a 1964. Ano em que a direita resolveu interromper o florescer nacional e jogou o Brasil em 1968, com a ditadura militar total, liderando a escuridão na América Latina. Só para não esquecer, a Folha apoiou todos os golpes de Estado desde Getúlio Vargas. Eu fico triste toda vez que leio o jornal e vejo a manipulação na política atual... É proibido proibir... Triste com a saúde e com o clima criado no Brasil atual, fui procurar alguns subsídios para minhas angústias. Será que estou enlouquecendo? Será que nossa direita é tão estúpida, ignorante e servil que não conseguiremos impedir que ela cometa mais uma estupidez de fazer campanha eleitoral para uma pessoa como Bolsonaro? Fui pesquisar de onde os loucos bolsonaristas tiraram o discurso maluco deles? Comunistas, torturadores, ignorantes, assassinos, são tantos termos pesados que tenho até vergonha em escrevê-los. Em 2016 ainda somos reféns dos loucos de 1960? Os mais de 60 anos não foram suficientes para a gente aprender a viver na democracia e na liberdade? Estou lendo um livro imenso e com assunto que tenho grande dificuldade que é sobre a Índia, a joia da coroa britânica. Chama-se Gandhi e Churcill, de autoria de Arthur Herman. Ante minha ignorância sobre a Índia, fui buscar mais informações em outros livros... Churchil é um dos líderes mundiais da resistência ao nazismo, na guerra, e na paz, ao comunismo. Podemos chama-lo de um monarquista democrata. A Índia foi dominada pelos ingleses desde 1.757 e neste período de ocupação morreram mais de 50 milhões de pessoas, bem mais do que judeus contra nazistas. Além de provocarem a maior migração da Terra, mais de 12 milhões de pessoas. Economicamente os ingleses eram bem menores que a Índia e os ingleses chuparam tudo, deixando o país mais rico da Terra parecendo a Índia atual, isto é, na pobreza, na miséria e com um discurso de que é a maior democracia do mundo... Voltemos ao que fez a América Latina desistir da sua época de ouro. Como o brasileiro é, antes de tudo, um ser pacífico, sempre pensei que este seria o fator principal da nossa pobreza. Mas, como pacifista, achei que a baixa escolaridade fosse o mais importante. No entanto, a Argentina em 1905 acabou com o analfabetismo. Observaram a data? 1905, já era um dos países mais ricos do mundo. Os argentinos, continuam alfabetizados e cultos, porém em constante crise econômica e política. Porque? Pode ser a falta de uma elite burguesa? Só sei que o pouco que tínhamos de empresários, estes desistiram de tudo e foram para Miiami. E não foram levados à força... De tanto procurar, achei uma alternativa para a destruição do Brasil de ouro e da nossa autoestima. Dizem os pentecostais chefes das suas centenas de igrejas, que os responsáveis pela nossa pobreza é a crise dos mísseis russos em Cuba em 1962. Quando questionados sobre o analfabetismo, a pobreza local eles dizem que é tudo invenção. Que é por isso que eles querem ir evangelizar em Angola. Angola? Sim, os cubanos andaram por lá. E quando alertados que o comunismo acabou e que já não existe muro de Berlim nem União soviética, eles respondem que “ser comunista” é um vírus que invade nossas mentes. E por isso os Estados Unidos anda com medo da China. São vacinas com o vírus do comunismo. Fiquei ainda mais confuso. Agora eu acho que sei porque tantos canais de rádio e TVs. São os Bigs Brothers. Meu Deus, nem eu sei o que é isso. Já pensaram a responsabilidade da Folha e da Globo, como suas mulheres peladas, seus homens maliciosos e seus traficantes? Eu fico com mais medo... Eu adoro o povo americano, adoro os Beatles e os Holling Stones, adoro Caetano e João Gilberto. Mas também gosto de música sertaneja, forró. Pode? Eu não vou deixar de ler jornal! Eu preciso ser bem informado. Vou ouvir o Corcovado cantado por Nara Leão. Tem coisa mais linda?

João Gilberto e esta geração de loucos

Estimulador de loucuras. "E o resto é mar..." A Folha publicou neste sábado, no caderno Ilustrada, uma mistura de relatos com fotos e diagramação doidona, casos sobre João Gilberto. A começar pelo convite e calendário loucão: HOJE É DIA 29 DE OUTUBRO. A Folha convida para assistir ao debate dia 25 de NOVEMBRO sobre o disco. Dia 26 de NOVEMBRO, show em homenagem a João. A probabilidade de você esquecer de ir é muito grande. Um livro sobre João Gilberto e escrito por Zuza Homem de Mello é enlouquecedor. Toda vez que passo por qualquer livraria perunto se "João já chegou." Quem entende de música sabe que qualquer livro ou jornal que fale de Zuza e de João passa a ser leitura obrigatória. Até para morrer eles combinaram. João morreu com 88 anos, em 2019, e Zuza morreu com 87 anos. João e Zuza viveram a época de ouro do Brasil. O Brasil de 1958 a 1964, ano em que a direita resolveu interroper o florescer nacional e jogou o Brasil em 1968, com a ditadura militar total, liderando a escuridão na América Latina. Ironicamente, se de um lado o governo americano bancava o Brasil violento, por outro, o povo americano abriu-se para à Bossa Nova e "o cantinho um violão". Se, a ditadura violentava o brilho nacional, hoje graças à tecnologia, quando não lembramos o nome de uma música, basta lembrar uma frase cantarolada e consultar no celular que vem a letra, o titulo, o autor e o sucesso. Por exemplo:..."e o resto é mar... Pronto, surge na tela uma boa imagem e a voz macia de João Gilberto e o autor Tom Jobim. "Amoroso", é um livro brigatório de quem gosta do Brasil. Seja por gostar de João, por gostar de Zuza ou por quem quer conhecer algo sobre a nossa história. Eu sempre me pergunto: Porque, entre ser um grande pais, uma grande nação, o Brasil escolheu pela mediocridade? João e Zuza nos trás a lembrança de que é possível recuperar o Brasil. Mas, com que preço? E para fazer justiça ao autor do texto publicada pela Folha de hoje: "Amoroso é definitivamente a opção por uma narrativa guiada pela EMOÇÃO. Isso transparece até na maneira de Zuza escrever..." É preciso amar e navegar é preciso. É assim que começa uma nação soberana e livre internacionalmente.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Hospitais cheios para um povo com medo

Com o aumento da vacinação, a procura dos hospitais aumenta Isto em economia chama-se demanda reprimida. O que ercebemos é que está havendo "demanda reprimida" em todas as áreas. Por que as empresas não abastecem as lojas e começam a tranquilizar o povo? Por que, além de quererem impor preços, o próprio governo vem jogando com a crise. Po que o governo faria isso? Para deixar o povo irritado e quando o povo for abastecido no ano que vem, perto das eleições, o governo vai dizer que agora a economia vai funcionar, que o povo vai ter mais emprego e vai poder comprar mais. Imaginem que tem montadoras dizendo que só vai ter carro em um ano! Os hospitais estão caros, as escolas estã ccaríssimas, as lojas já sentem a pressão do consumo, e, até farmácias estão vendendo mais. Quando você precisa de taxi, não tem, nem uber, nem taxi comum... E os pobres qe fiquem nas filas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Um Brasil diferente

2021 - Um Brasil diferente Do caos sairá luz para todos.  Como Brasil saiu do paraíso para se transformar num país desacreditado, faminto e governado por mentirosos. Errar é humano, mas, repetir no erro é burrice e estupidez. O Brasil e4stá passando por profundas mudanças.  Um país com mais de 210 milhoes de habitantes já se torna um grande país. O problema é como alimentar tanta gente. Como garantir boas escolas, que garantam conteúdo que prepare nosso povo a saber ler, escrever com qualidade e conseguir bons empregos. Enfrentar estes desafios é responsabilidade de todos os brasileiros e precisamos estar unidos para isso. E este é o melhor caminho para, juntos com Lula, construirmos o nosso Brasil. Abraços, Gilmar Carneiro "gilmarcarneiro@uol.