sábado, 4 de julho de 2020

Os Ipês amarelos estão chegando

A pandemia diminui nossas caminhadas

Ao fechar a janela de nossa casa no final da tarde, observei que o ipê amarelo do nosso vizinho começou a florir. Tem apenas algumas flores, mas, aos poucos vão aparecendo mais... Em setembro é o pico da florada amarela.

Por enquanto, nas ruas da Vila Madalena, só vimos o Ipê Roxo...

Na praça perto da nossa casa, há dois pés de cerejeiras e dois pés de ipês roxo. Quando todos florescem, as imagens são lindas e, conforme o horário, o brilho fica diferente.

Infelizmente não tenho conseguido colocar fotografias no blog mas consigo colocar no facebook.

Com a pandemia, nossas caminhadas diminuem e assim ficamos sem ter acesso às ruas floridas de São Paulo.

Dentro do possível, vamos divulgando como estão as flores.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

A pandemia acelerou as mudanças

É como se as cidades estivessem mudando de lugar

Tudo está mudando muito rápidamente:

1 - os velhos tiveram que aprender a usar internet;

2 - todos tiveram que aprender a confiar nos bancos via on-line:

3 - se o telefone tinha virado computador, agora também é televisão;

4 - com os telefonemas com imagens, dificultou as mentiras;

5 - as pessoas agora compram quase tudo por internet;

6 - o mundo ficou pequenininho, cabendo no seu celular;

7 - agora você canta parabéns com os amigos e parentes distantes;

8 - os carros ficaram 90% do tempo mais parados que andando;

9 - até feirantes estão vendendo por telefone e fazendo entregas;

10 - os valores financeiros das coisas mudaram muito;

11 - aluguel, carros, roupas e serviços gerais viraram custos a serem reduzidos;

12 - a vida profissional, pode chamar do que quiser, não será mais como antes;

13 - até eleições estão consolidando votações eletrônicas em vez de urnas de pano e papelão;

14 - as relações familiares também passam por mudanças profundas;

15 - e os casais precisam passar por reciclagem para terem mais tolerância um com outro.


Assim, as instituições também passarão por profundas mudanças...

Se os hábitos estão mudando, as leis, os contratos e os rituais também precisam ser atualizados. Simplificando tudo.

As pessoas tenderão a ficar com sensações de carência, de insegurança perante o novo, mas irão se sentir mais modernas, mais informadas e mais valorizadas.

Vamos precisar de muita humildade, muita tolerância e muita paciência. Isto tudo não combina com o neoliberalismo do salve-se quem puder. Mas, também não combina com burocracia, preguiça e malemolência...

Independente da idade e da origem social e econômica, todos precisarão trabalhar na construção deste Novo Mundo. Um mundo que não será nem oito nem oitenta, mas um mundo mais aberto, mais alegre e mais pacífico.

Por quanto tempo a gente não sabe. No mundo, mora um bicho chamado "homem", que também está perdendo sua hegemonia e está aprendendo a conviver com as mulheres e com as minorias, com todo respeito, á claro.

Mas nossas lembranças continuarão existindo, como Ouro Preto para Joel, Pedra Azul, para Uliana de Vila Velha-ES, Recife para Marize, Serrinha-Ba para nós de lá que estamos cá, Bilac e Birigui para o pessoal Yamane do Rio de Janeiro, e as cidades onde crescemos em todo este Brasil...

Como canta Milton Nascimento: Nas asas da Panair...

A Elis pegou esta música e colocou seu jeito de cantar e assim virou também uma marca de Elis: E a primeira coca-cola foi, me lembro bem agora, nas asas da Panair.

E a ditadura militar foi lá e acabou com a Panair... sobrando a mesa de bar...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Pandemia no automático e sem governabilidade

Fase perigosa para todos

O tempo está levando as pessoas ao cansaço e ao stress. O mundo vai se acostumando com o virus, com os infectados e com as mortes. Isto é muito ruim.

No Brasil, os governantes estão desmontando os hospitais de campanha, alegando que a oferta está ficando maior do que a procura. No entanto, no interior dos estados o virus ainda mata e ainda infecta as pessoas.

O Brasil fica ainda pior porque, além da epidemia,
há uma má vontade do governo em levar as coisas a sério.

Passamos de 60 mil mortes. E daí?

Entramos em recessão. E daí?

As empresas estão fechando, por falta de clientes. E daí?

O povo está ficando desempregado e sem dinheiro. E daí?

As pessoas não suportam mais ficar em casa. E daí?


E daí é que, enquanto os problemas não forem solucionados, é inadmissível o governo começar a desativar os hospitais, desativar os leitos, desativar os cuidados com as circulações das pessoas.

É inaceitável as pessoas continuarem desempregadas e as empresas sem poder trabalhar.

Precisamos atualizar as orientações, levando em consideração as variáveis acima.

Se para os profissionais de saúde, a manutenção deste marasmo é cansativo e desestimulante, precisamos desenvolver formas de repouso e de disponibilizar de tempo para estes profissionais conviverem com seus familiares.

Imaginem como andam os nervos dos jornalistas que buscam notícias desde março e passam horas e dias sem sábados e domingos, tentando informar à população, tentando diminuir a angústia e o risco de violência.


Precisamos restabelecer o clima de solidariedade, de educação e de calma.

Precisamos superar o marasmo e o cansaço.

Precisamos parar de cultivar o ódio. Vamos trabalhar para que as pessoas possam voltar a sorrir, voltar a ter alegria.

Se os governantes não estão dando conta, vamos fazer a nossa parte.

É preciso estar atento e forte!

quarta-feira, 1 de julho de 2020

XP e Itaú: pausa para avaliação

Imprensa recua na forma de divulgar a guerra

O jornal Valor deu uma esfriada e hoje só tem matéria de ontem sobre o assunto;

O Estadão tinha um bom artigo, mas quando voltei para ler com mais calma, não o encontrei mais.

A Folha, que vinha informando de forma cautelosa, retornou ao assunto com um artigo morno, isto é, quem não vem acompanhando o tema, não vai saber que o artigo é sobre a guerra XP e Itaú, mesmo o bom artigo sendo assinado por alguém que não seja do jornal. Quem assina é o presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão.

Vou mostrar alguns dados interessantes do artigo publicado na Folha, com o titulo "Uma briga boa", seguido de uma linha fina dizendo: "Na competição entre gigantes Itaú e XP, ganha mesmo o pequeno investidor."

1 - A pandemia não interrompeu a tendência de migração da renda fixa para as ações.

2 - Os grandes bancos eram apáticos no mercado de investimentos para quem investe menos de um milhão de reais.

3 - COM A ENTRADA INOVADORA DA XP - mais uma vez na imprensa, aparece a imagem positiva e inovadora da XP.
A XP inovou no Brasil, ao introduzir o conceito de PLATAFORMAS abertas ou "supermercados" de Fundos de Investimento, sendo que estamos atrasados em relação aos Estados Unidos há 25 anos...

Lá, nos Estados Unidos, em 1990, a Charles Schwab DEMOCRATIZOU os investimentos com sua PLATAFORMA ABERTA e de baixo custo - One Source - DESTRONANDO a poderosa Fidelity Investiments e seu modelo fechado.

Copiando o sucesso da Schwab americana, a XP vende produtos do mercado todo, inclusive internacionais. E também é um sucesso no Brasil...

4 - A GUERRA ENTRE A XP, e seu sócio e competidor ITAU é EXCELENTE para o investidor, pois descortina os conflitos de interesse e a falta de transparência. Nessa competição entre gigantes, ganha mesmo o pequeno investidor.


AQUI QUERO REGISTRAR UM CUIDADO ESPECIAL:

Como podemos ajudar o capitalismo brasileiro a ser ético, transparente e respeitoso?

Esta disputa atual entre a XP e o Itaú passa muito a impressão que houve "quebra de fair play", isto é, por algum motivo não divulgado até agora, o Itaú lançou uma campanha polêmica, a XP chutou o pau da barraca contra o parceiro e sócio expressivo que é o Itaú, e o clima se espalhou pelo mercado financeiro e pelo Brasil. Parece um virus...

Que o Sistema Financeiro nacional é abusivo isto é histórico e vem desde a Reforma Bancária de Roberto Campos, lá nos anos 60 e depois de 1964. Passou a ser protegido pelo Banco Central, o que seria bom se fosse transparente. Mas historicamente temos problemas...

Os governos militares criaram tantas dificuldades com as Cooperativas de Crédito, que estas quase acabaram no Brasil.

Com a inflação descontrolada, os clientes sempre ficavam reféns dos bancos... Com o Plano Real e o fim da inflação, os bancos ganharam o PROER e AS TARIFAS BANCÁRIAS... muito dinheiro oriundo do Tesouro/Governo e dos clientes.

E os balanços dos bancos mostram bem... enquanto as empresas capitalista têm uma rentabilidade média de 6 a 10% ao ano, os bancos no Brasil tˆ&em uma rentabilidade acima de 20%. Uma disparidade escandalosa! Isto faz com que o Santander, que comprou o Banespa à preço de bananas, tenho o maior lucro do mundo - NO BRASIL.

Da mesma forma podemos dizer que, a CVM e a Bolsa de Valores, talvez por influência dos bancos tradicionais, tocam e cantam as mesmas músicas dos bancos e dos governos conservadores...

Como profissional vivido mais de 40 anos com os bancos, ser formado pela FGV em São Paulo e ter negociado relações trabalhistas, observo que, além dos governos serem co-participantes desta tradição conservadora com os bancos, temos também uma certa cumplicidade ou subordinação da imprensa.

Basta analisar como a imprensa está se comportando em relação a esta "guerra de gigantes", e também pesquisar o que a CVM já se posicionou, ou ainda o Banco Central e ficaremos surpresos com o pouco noticiário, ante tão relevante assunto.

Sempre defendemos que as instituições estejam A SERVIÇO DA DEMOCRACIA, da transparência e da competitividade ética, fiscalizada pelas instituições da própria sociedade.

Sem transparência não há liberdade, sem liberdade não há fair play, sem fair play não há DEMOCRACIA.

E sem democracia não há país livre, povo culto e atuante, não há soberania.

Que esta pausa vivida hoje na imprensa, signifique que as partes - XP e Itaú - percebam que o bom diálogo é sempre melhor do que qualquer guerra. Seja a guerra chamada de guerra limpa ou de guerra suja.

Com 35 anos de Democracia no Brasil, as empresas precisam aprender com a imprensa e com a sociedade.

Democracia se aprende praticando.

E, apesar de o povo brasileiro ter elegido um maluco para presidente, todos estamos aprendendo com os erros e com os acertos. Faz parte!

terça-feira, 30 de junho de 2020

XP - Deixando os bancos de orelha em pé

XP entra no setor de Recebíveis e mantêm a guerra contra os bancos

Mais XP no jornal Valor: em mais uma matéria enaltecendo as virtudes da XP, o Valor também está mexendo com os brios dos bancos como um todo. Pequenos investidores, clientes insatisfeitos, comerciantes que antes ficavam na mão dos cartões de crédito, recebíveis para lojistas e pequenos produtores.

Não é só o virus que está agitando o mercado...

XP adquire fatia majoritária na fintech Antecipa

O valor da transação não foi revelado e o negócio ainda depende de aprovação do Banco Central

Por Álvaro Campos, Valor — São Paulo

30/06/2020 08h16 Atualizado há 3 horas

A XP Inc. informou que adquiriu uma fatia majoritária na fintech Antecipa, que foi criada como uma plataforma digital para financiar a antecipação de recebíveis e cujo

objetivo é oferecer uma alternativa eficientes para as companhias otimizarem a gestão do fluxo de caixa.

O valor da transação não foi revelado e o negócio ainda depende de aprovação do Banco Central.

Os fundadores da Antecipa vão manter a independência na gestão do negócio.

Com a sua plataforma,

a fintech integra compradores e fornecedores,

permitindo transações de crédito sem ter um banco servindo como intermediário,

removendo assim o spread bancário e minimizando custos.

A Antecipa determina a taxa de desconto de cada operação, reduzindo ineficiências dos atuais sistemas.

Com um algorítimo próprio, a plataforma foca na otimização dos fluxos de caixa, ao buscar um preço justo para cada transação e um processo ágil e inteligente para o desembolso dos recursos para os fornecedores.

Luiza Trajano continua ensinando a viver

De loja do interior a rede nacional

Aprendendo com a informática e com o virus

Que o mundo está passando por mudanças profundas, isto ninguém tem dúvida. Porém, poucas pessoas estão enfrentando estas mudanças para aprender a ganhar dinheiro com competência, competitividade e, principalmente, beneficiando os clientes e as comunidades.

Antigamente, cidade do interior boa era a que tinha as Casas Pernambucanas. Depois apareceu em São Paulo as Casas Arapuã e mais tarde as Casas Bahia. Com o passar do tempo, começou a aparecer na imprensa paulista o período de grandes promoções de uma loja em Campinas, chamada Magazine Luiza. Os descontos eram tão significativos que as pessoas passavam a noite na fila para comprar os produtos pré escolhidos. Era uma festa no interior...

Depois de a loja Magazine Luiza virar uma pequena rede de lojas, sempre no interior de São Paulo, sua herdeira, Luiza Trajano, decidiu que deveria crescer mais e vir para São Paulo, capital.

Veio e gostou, gostou tanto que resolveu espalhar a rede de lojas por todo o Brasil.
Da mesma forma que as redes de lojas que existiam antes da Magazine Luiza cresceram no período inflacionário, Luiza Trajano percebeu que com o aumento significativo do salário mínimo e com a Bolsa Família, ambas medidas criadas no governo Lula, Luiza Trajano percebeu que, se vendesse para os pobres que estavam melhorando de vida, uniria o útil ao agradável. Isto é, facilitava o acesso aos produtos como eletrodomésticos e financiamento acessível e, ela ainda ganharia um bom dinheiro. Limpo e ganho ajudando o Brasil.

Vendo que alguns concorrentes estavam ganhando dinheiro com venda por internet, percebeu que, ou ela entrava no mercado de e-commerce, venda por internet, ou ficaria para trás. Viraria Mappin...

Mais uma vez, Luiza Trajano fez a diferença.

Juntou a família, contratou gente do mercado e disse que ia jogar todas as fichas. O inicio foi difícil. Manter as lojas competitivas, entrar no comércio via on line e abrir o capital na Bolsa de Valores. Coisa de doido. Ou de doida.

Mas esta mulher tem muita luz, muito coração e muita vontade de vencer. Enfrentou todos os desafios e tem sido vitoriosa até agora. Mesmo com a pandemia e com mais de 50 mil brasileiros morrendo por falta de cuidados do governo federal.

Vejam que belo artigo a UOL publicou hoje sobre o sucesso desta mulher chamada Luiza Trajano...

Sucesso do Magazine Luiza na internet
leva Luiza Helena Trajano ao topo
da lista das mulheres mais ricas do Brasil

UOL – 30/06/2020

O “efeito Amazon” fez de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, a mulher mais rica do Brasil, um título que até recentemente pertencia à empresária do setor de saúde Dulce Pugliese de Godoy Bueno. Glamurama explica:

o termo “efeito Amazon” tem sido usado por analistas de mercado de todos os cantos para tratar do “fenômeno” que se tornou a supervalorização dos papéis de varejistas online com ações negociadas em bolsas nesses tempos em que muitos consumidores preferem fazer suas compras pela internet e sem sair de casa, a fim de se proteger do novo coronavírus. A propósito, Bezos e sua ex-mulher, MacKenzie Bezos, também enriqueceram bastante nos últimos meses pelo mesmo motivo.

Isso porque só a gigante americana fundada pelo homem mais rico do mundo viu seu valor de mercado saltar mais de 40% desde o começo da pandemia de Covid-19, e resultados parecidos obtidos por outras companhias que atuam no mesmo segmento de varejo online têm pipocado mundo afora.

E um dos que mais saltam aos olhos é justamente o da brasileira fundada pelos pais de Luiza, Luiza Trajano e Pelegrino José Donato, e cuja capitalização no Ibovespa saltou quase 35% de março pra cá (e 70% desde o começo do ano).

Apesar das mais de mil lojas que tem pelo Brasil, o Magazine Luiza hoje em dia tem quase a metade de suas receitas totais oriundas das vendas que faz em seus sites oficiais, o que já levou economistas do Bank of America Merril Lynch e do Credit Suisse a chamarem-no de “Amazon brasileira”, e esses números se mantiveram firmes durante a crise atual.

Trata-se de um resultado e tanto, inclusive porque a própria Luiza foi uma das primeiras grandes empresárias brasileiras que se posicionaram a favor do isolamento social meses atrás, e mesmo apesar dos riscos que àquela altura a medida poderia representar para seus negócios.

O que se viu, no entanto, foi o contrário, e no balanço do primeiro trimestre de 2020 as vendas totais do Magazine Luiza registraram aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, e seu e-commerce foi responsável por mais da metade desse aumento.

E de quebra Luiza, que é dona de aproximadamente 17% do Magazine Luiza, viu sua fortuna saltar dos estimados US$ 1,7 bilhão (R$ 9,2 bilhões) atribuídos a ela em março para os atuais US$ 3,8 bilhões (R$ 20,6 bilhões). Vale lembrar que o sobrinho dela, Franco Bittar Garcia, também aparece nas listas dos mais ricos do mundo graças à fatia que tem no Magazine Luiza, calculada em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões). (Por Anderson Antunes)

XP mantém ofensiva. Itaú silencia

XP continua na imprensa, jogando no ataque

Como estratégia para manter seu cacife na negociação com o Itau, a XP apareceu ontem em longa matéria no jornal Valor, onde o jornal apresentou as versões tanto da XP como do Itaú, e hoje, o jornal mantém o destaque para duas grandes operações da XP e nenhum destaque para o Itaú.

O jornal Valor pode alegar que os artigos de hoje são fatos relevantes para o mercado de ações, o que é verdade. Porém, com certeza também está sendo usada para mostrar que a XP além de ser competitiva nas várias áreas que está operando, os clientes ganham mais do que vinham ganhando com os bancos tradicionais.

Na imprensa e no mundo dos negócios, não tem almoço de graça.

Vejam abaixo, partes de duas matérias relevantes de hoje no Valor.


XP pode levantar US$ 1 bi em oferta secundária

Acionistas vendedores são a gestora General Atlantic (GA) e a holding dos sócios executivos XP Controle

Valor - Por Sérgio Tauhata e Maria Luíza Filgueiras — De São Paulo
30/06/2020 05h01 Atualizado há 5 horas

Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/06/30/xp-pode-levantar-us-1-bi-em-oferta-secundaria.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página.

A XP Inc. protocolou ontem na reguladora americana Securities and Exchange Commission (SEC) um prospecto para uma oferta subsequente de ações (follow-on) que pode alcançar US$ 1,01 bilhão, considerando o lote suplementar e o valor máximo por ação proposto, de US$ 45,05. A operação é totalmente secundária e os acionistas vendedores são a gestora General Atlantic (GA) e a holding dos sócios executivos XP Controle. A oferta será precificada na quarta-feira.

Conforme duas fontes, a iniciativa da oferta veio da GA. A XP Controle quis aderir para fazer caixa, que será usado para fazer frente a compromissos de pagamentos com ex-sócios - assim, os atuais sócios executivos não estão embolsando capital.

O Itaú não aderiu à venda e, diferentemente do IPO, não faz parte dos coordenadores. A operação é coordenada pela XP Investimentos, Morgan Stanley, Goldman Sachs e J.P. Morgan.

A XP Controle manterá 53,6% do poder de voto após a oferta e a GA se mantém acionista - a gestora não pode se desfazer de todas as ações porque parte delas está vinculada à opção de compra detida pelo Itaú.


Marketing agressivo...


XP criou ação ‘pré-marketing’ para oferta da Via Varejo

Abordagem é inovadora e multicanal, diz instituição
Por Adriana Mattos e Ana Paula Ragazzi — De São Paulo

30/06/2020 05h01 Atualizado há 5 horas

Na tentativa de ganhar espaço no segmento de bancos de investimento, a XP dá claros sinais de que adotará a mesma postura de marketing agressivo de seu braço de assessoria financeira.

Criada em 2014, essa área da XP só começou a se expandir três anos depois, ganhando volume maior em 2019, quando participou de 15 operações em bolsa.

Em 2020, entre as nove transações em que esteve envolvida até agora, a XP foi uma das coordenadoras de uma das maiores ofertas subsequentes (“follow on”) do ano, a da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio), no valor de R$ 4,45 bilhões, em junho.

XP diz usar ferramentas que tem para mostrar que pode colocar os CEOs para falar “com qualquer um”

Após a conclusão desse “follow on”, a XP fez uma apresentação para clientes corporate em que dá detalhes do que chama de “abordagem inovadora e multicanal” para a operação. Conforme a página, à qual o Valor teve acesso, entre abril e maio foi traçado “um plano customizado de pré-marketing através dos diferentes canais que maximizou o conhecimento da companhia e, consequentemente, a valorização das ações”, diz a peça.

Logo abaixo, ela apresenta o comportamento da ação:

o papel sai de R$ 4,10 no início de abril e atinge
R$ 15,62 (alta de 281%) na conclusão da oferta, em 15 de junho.


No gráfico, a XP anota as “lives” que organizou para a empresa e destaca que após essas transmissões ao vivo sobre a “aceleração digital” da rede, o papel passou a negociar volumes superiores aos da Vale, com destaque no material do banco ao giro de R$ 2,7 bilhões em 28 de abril, sete vezes o registrado no início do mês.